Buscas na AIMA em Ponta Delgada por suspeitas de abuso de poder e corrupção

Hoje 10:25 — Lusa

A Polícia Judiciária (PJ) dos Açores realizou buscas na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) no âmbito da operação “Linha Direta”, que investiga crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e corrupção.Em comunicado, a PJ revela que aquela operação visou o “cumprimento de nove mandados de busca, incluindo três em residências e três em instalações de um instituto público”, que permitiram a “apreensão de um relevante acervo documental, especialmente de dados informáticos e correspondência eletrónica”.Fonte conhecedora do processo disse à agência Lusa que as buscas ocorreram, nomeadamente, na delegação da AIMA, em Ponta Delgada, na quarta-feira.No comunicado, a PJ adianta estar a investigar “crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e de corrupção”, tendo a operação sido realizada no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca dos Açores.“Em causa estão suspeitas da prática de atos ilícitos por funcionários públicos, consistindo na atribuição indevida de prioridade a determinados atendimentos e ao tratamento de processos, mediante contrapartidas de natureza patrimonial”, lê-se na nota.A PJ realça que as “diligências contaram com a colaboração de Peritos da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática (UPTI)” daquela polícia.“A investigação prossegue com vista ao cabal esclarecimento dos factos”, conclui a PJ.AIMA abre inquérito internoA AIMA confirmou ontem buscas da PJ na loja em Ponta Delgada e anunciou a instauração de um inquérito interno, prometendo “total colaboração” com as autoridades.Em comunicado, a AIMA confirma a “realização de diligências” por parte da PJ na loja em Ponta Delgada, nos Açores, na quarta-feira, “no âmbito de um processo em investigação pelas autoridades judiciárias”.“No âmbito das suas competências administrativas, a AIMA determinou a instauração de um inquérito interno relacionado com a Loja AIMA de Ponta Delgada, sem prejuízo dos procedimentos judiciais em curso”, anuncia.Aquela agência garante que “tem prestado e continuará a prestar total colaboração às autoridades competentes e à administração da justiça” e  realça  que as buscas aconteceram “exclusivamente” na loja de Ponta Delgada, “não tendo ocorrido em quaisquer outras instalações ou serviços”.