Bruxelas vai encomendar 300 milhões de doses de vacina da Pfizer para UE
Covid-19
9 de nov. de 2020, 18:01
— Lusa/AO Online
“Grandes notícias da
Pfizer e do grupo BioNTech sobre os resultados bem-sucedidos do seu
último ensaio clínico para uma vacina para a covid-19”, reagiu a
presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sua conta na
rede social Twitter.Na mesma publicação, a
líder do executivo comunitário anunciou que “a Comissão Europeia vai
assinar um contrato com eles em breve para um máximo de 300 milhões de
doses”, somando-se esta promessa de aquisição a outras três já firmadas
para a disponibilização de vacinas para a União Europeia.Até
ao momento, a Comissão Europeia já assinou contratos com três
farmacêuticas para assegurar vacinas para a Europa quando estas se
revelarem eficazes e seguras: a AstraZeneca (300 milhões de doses), a
Sanofi-GSK (300 milhões) e a Johnson & Johnson (200 milhões).Nesta
publicação feita no Twitter, Ursula von der Leyen fez ainda menção ao
envolvimento do grupo alemão BioNTech nesta investigação da vacina com a
farmacêutica norte-americana Pfizer, comentando que “a ciência europeia
funciona”.A líder do executivo
comunitário pediu, ainda, aos cidadãos europeus que continuem “a
proteger-se uns aos outros entretanto”, enquanto não chega uma vacina
para a covid-19.A empresa farmacêutica
norte-americana Pfizer revelou hoje que dados provisórios sobre a vacina
contra o novo coronavírus indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos e
que este mês pedirá o uso em situações de emergência nos Estados
Unidos. O anúncio de hoje não significa,
contudo, que uma vacina está iminente. A análise provisória, de um
conselho independente de monitorização dos dados, verificou 94 infeções
registadas até agora num estudo que envolveu quase 44.000 pessoas nos
EUA e em cinco outros países. A Pfizer
não forneceu mais detalhes sobre estes casos e alertou que a taxa de
proteção inicial pode mudar até o final do estudo. "Estamos
numa posição potencialmente capaz de oferecer alguma esperança", disse
Bill Gruber, vice-presidente de desenvolvimento clínico da Pfizer.As
autoridades enfatizaram que é improvável que qualquer vacina chegue
antes do final do ano e que, quando chegar, os fornecimentos iniciais
serão racionados.A vacina que está a ser
desenvolvida pela Pfizer e pela sua parceira alemã BioNTech está entre
10 possíveis vacinas candidatas em fase final de testes em todo o mundo,
quatro delas até agora em grandes estudos nos Estados Unidos. Como
a pandemia ainda está em alta, os fabricantes esperam obter permissão
de governos de todo o mundo para o uso de emergência das suas vacinas
enquanto os testes adicionais continuam, permitindo que cheguem ao
mercado mais rápido do que o normal, mas levantando preocupações sobre o
quanto os cientistas saberão sobre as vacinas.A
Pfizer e a BioNTech continuam a acumular dados sobre a segurança e a
eficácia da vacina que desenvolveram a esperam produzir 50 milhões de
doses este ano e 1.300 milhões em 2021.