Bruxelas propõe que Portugal tenha 33,5 mil ME até 2034 com plano no novo orçamento da UE
18 de jul. de 2025, 14:39
— Lusa/AO Online
De acordo com dados
divulgados em Bruxelas, a alocação total do novo Quadro Financeiro
Plurianual proposta para Portugal é de 33,5 mil milhões de euros (a
preços correntes), no qual se inclui uma alocação geral de 31,6 mil
milhões de euros, 900 milhões de euros para a migração, segurança e
assuntos internos e ainda 900 milhões de euros para fundos sociais e
climáticos.Estas verbas enquadram-se nos
865 mil milhões de euros propostos pelo executivo comunitário para
investimentos e reformas nos 27 Estados-membros da UE, no âmbito dos
novos 27 planos (um por país) de parceria nacionais e regionais com
desembolsos mediante objetivos cumpridos.Estes
planos abrangem a política de coesão, a política social, a política
agrícola comum, a política marítima e das pescas, a migração, a gestão
das fronteiras e a segurança interna.Serão
concebidos e executados em estreita parceria entre a Comissão Europeia,
os Estados-membros, as regiões, as comunidades locais e as partes
interessadas, segundo a proposta.Neste
‘bolo’ total (dos 865 mil milhões de euros) incluem-se 302 mil milhões
de euros para apoio ao rendimento dos agricultores e às pescas e 218 mil
milhões de euros de fundos reservados para as regiões mais pobres.Prevê-se que cada plano destine 14% a objetivos sociais e 43% ao clima e ambiente.Existe, ainda, um mecanismo catalisador de 150 mil milhões de euros em empréstimos aos Estados-membros.A
criação de tais planos já foi criticada pelo Parlamento Europeu, que
rejeita maior poder da Comissão Europeia no desembolso das verbas do
orçamento da UE a cada país.A Comissão
Europeia propôs na quarta-feira um orçamento da UE a longo prazo até
2034 de dois biliões de euros, acima dos 1,2 biliões do atual quadro,
que inclui mais contribuições nacionais e três novos impostos.Após
várias horas de negociações entre os comissários europeus, foi
apresentado em Bruxelas o primeiro pacote de proposta sobre o próximo
QFP 2028-2034, com um envelope total de dois biliões de euros em
autorizações (a preços correntes), assente em contribuições nacionais
(com base no rendimento bruto nacional) de 1,26%.Além
destas contribuições nacionais, as novas receitas (recursos próprios)
abrangem um imposto especial sobre o consumo de tabaco, um recurso
empresarial para a Europa e impostos sobre os resíduos eletrónicos e o
comércio eletrónico. Acrescem duas já existentes referentes aos produtos
importados com carbono e à compra de emissões.Estima-se
que, em conjunto, estes novos recursos próprios e outros elementos do
pacote de recursos próprios gerem receitas de aproximadamente 58,5 mil
milhões de euros por ano (a preços correntes).