Bruxelas formaliza compra 1,8 mil milhões de doses de vacina da Pfizer
Covid-19
20 de mai. de 2021, 11:09
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o executivo
comunitário indica que “assinou um terceiro contrato com as
empresas farmacêuticas BioNTech/Pfizer, através do qual reserva 1,8 mil
milhões de doses adicionais em nome de todos os Estados-membros da UE,
entre o final de 2021 e 2023”.Em causa
está a “compra de 900 milhões de doses da vacina atual e de uma vacina
adaptada às variantes, com a opção de adquirir 900 milhões de doses
adicionais”, estando estipulado que “a entrega à UE deve estar garantida
desde o início do fornecimento em 2022”, acrescenta a instituição.Definido
está ainda que a produção destas doses (tanto completa como dos
componentes) está sediada na UE, devendo a farmacêutica assegurar
“entregas atempadas das vacinas”, como aliás tem vindo a acontecer,
observa Bruxelas.O executivo comunitário
justifica que apostou nesta vacina por ter uma “avaliação científica
sólida, na tecnologia utilizada, na experiência das empresas em matéria
de desenvolvimento de vacinas e na sua capacidade de produção para
abastecer toda a UE”.Assente na tecnologia
do ARN mensageiro, que transfere instruções do ADN para os mecanismos
celulares responsáveis pela produção de proteínas, a vacina Comirnaty
(nome comercial da vacina Pfizer/BioNTech) é uma das quatro aprovadas na
UE, às quais se juntam os fármacos da Moderna, Vaxzevria (novo nome do
fármaco da AstraZeneca) e Janssen (grupo Johnson & Johnson).Citada
pela nota de imprensa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von
der Leyen, classifica este novo contrato com a Pfizer/BioNTech como “uma
boa notícia”, dado que visa “um combate a longo prazo para proteger os
cidadãos europeus contra o vírus e as suas variantes”.A responsável adianta que “potenciais contratos com outros fabricantes seguirão o mesmo modelo, para benefício de todos”.A
ferramenta online do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das
Doenças (ECDC) para rastrear a vacinação da UE e que tem por base as
notificações dos Estados-membros, revela que até ao momento uma média de
16% da população da UE está totalmente inoculada (com as duas doses da
vacina contra a covid-19), enquanto cerca de 38,8% recebeu a primeira
dose.Em termos absolutos, isto equivale a
199 milhões de doses de vacinas administradas de 231 milhões de doses
recebidas, sendo que os dados do ECDC dependem sempre das comunicações
dos países.Além dos constantes atrasos na
entrega das vacinas e em doses aquém das contratualizadas por parte da
farmacêutica AstraZeneca, a campanha de vacinação da UE tem sido marcada
por casos raros de efeitos secundários como coágulos sanguíneos após
toma deste fármaco, relação confirmada pelo regulador europeu, como
aliás aconteceu com a vacina da Johnson & Johnson.A
vacina da Pfizer/BioNTech tem sido a mais procurada pela Comissão
Europeia para superar estes problemas e manter o ritmo de vacinação na
UE.