Bruxelas emite recomendações sobre uso de testes rápidos de antigénio
Covid-19
18 de nov. de 2020, 13:17
— Lusa/AO Online
A
recomendação adotada pela Comissão Europeia fornece orientações aos
Estados-membros sobre “como selecionar os testes rápidos de antigénio,
quando são apropriados, e quem os deve administrar” e apela também à
“validação e mútuo reconhecimento” destes testes dentro da UE.“O
reconhecimento mútuo dos testes tem uma importância primordial para
facilitar o movimento transfronteiriço e a localização e tratamento de
contactos transfronteiriços. Os Estados-membros são fortemente
encorajados a reconhecerem mutuamente os resultados dos testes rápidos
de antigénio”, refere a nota de imprensa publicada pelo executivo
comunitário.A Comissão Europeia recomenda
também que os Estados-membros façam “testes rápidos de antigénio em
complemento aos testes RT-PCR [testes moleculares] para conter a
propagação do vírus, mitigar infeções e limitar as medidas de isolamento
de quarentena”. “Uma rápida identificação
de indivíduos afetados auxilia a gestão e a monitorização regular de
grupos de alto risco, como o pessoal médico ou os lares de terceira
idade”, frisa o documento.Em comunicado, a
comissária com a pasta da Saúde, Stella Kyriakides, sublinha que a
testagem é uma “ferramenta decisiva para conter a propagação do
covid-19”.“A testagem diz-nos a extensão
da propagação, onde está e como se desenvolve [o vírus]. (…) O apoio e a
solidariedade são primordiais para se ultrapassar esta pandemia”,
refere Kyriakides.O executivo comunitário
anunciou também que assinou um acordo com a Federação Internacional das
Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) no valor de
35,5 milhões de euros, com o objetivo de “aumentar a capacidade de
testagem” na UE.“O investimento [na IFRC]
será utilizado para apoiar a formação do pessoal na recolha de amostras e
análises dos testes”, refere o comunicado.Os
líderes dos 27 vão reunir-se na quinta-feira para uma cimeira virtual
onde debaterão a resposta coordenada da UE à pandemia atual de covid-19.