Bruxelas deverá autorizar imposto sobre lucros extraordinários
Hoje 11:35
— Lusa/AO Online
Em
entrevista à Antena 1, Joaquim Miranda Sarmento foi questionado sobre as
críticas de Luís Montenegro quando esta medida foi aplicada em 2022, ao
que respondeu que as circunstâncias económicas são diferentes."Em
2022 tínhamos um momento de muita inflação e tínhamos uma situação
económica diferente", reiterou, considerando que agora se justifica
avançar com este tipo de medida. Portugal,
em conjunto com outros países, pediu à Comissão Europeia que autorize
que cada Estado-membro decida se fará uma taxação adicional de lucros
extraordinários que possam decorrer desta crise, um mecanismo que
considerou ser importante neste momento.O
governante disse que ainda não tinha obtido resposta de Bruxelas, mas
que a Comissão "já sinalizou que irá autorizar", apesar de ainda não o
ter feito formalmente.Quanto ao montante
que o Governo espera arrecadar com esta taxa, Miranda Sarmento disse que
irá depender da modelação do imposto e das circunstâncias e duração da
guerra. A Comissão Europeia está a
analisar o pedido do ministro das Finanças português, Joaquim Miranda
Sarmento, e dos seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria
para criação, ao nível da União Europeia, de um imposto sobre os lucros
extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a
crise energética de 2022.Numa audição no
Parlamento Europeu, na semana passada, o comissário europeu da Economia,
Valdis Dombrovskis, considerou que “a redução da tributação sobre a
energia pode trazer certos benefícios fiscais, mas existe algum debate
entre o alívio imediato que esta redução proporciona e os objetivos de
médio e longo prazo, que é preciso equilibrar”.