Bruxelas deixa Portugal aumentar para 1,2 mil ME apoio à restauração e comércio
Covid-19
21 de jan. de 2021, 12:34
— Lusa/AO Online
Em comunicado,
o executivo comunitário informa que aprovou “a modificação de um regime
português existente para apoiar a economia no contexto do surto de
coronavírus”, que tinha sido inicialmente autorizado por Bruxelas no
final de novembro, prevendo um “aumento do orçamento total, de 750
milhões de euros para 1,2 mil milhões de euros”.Ao
mesmo tempo, a modificação hoje autorizada inclui “um aumento do
montante máximo que pode ser concedido por beneficiário ao abrigo das
duas medidas incluídas no regime”, os programas ‘Apoiar Restauração’ e
‘Apoiar.PT’, bem como uma mexida na elegibilidade dos beneficiários no
caso deste último programa, passando a permitir ajudas a médias e
grandes empresas que já estavam com dificuldades financeiras no final de
2019, antes da pandemia.Este ‘bolo’ total
abrangerá, ainda, uma nova medida adotada pelo Governo português,
denominada ‘Apoiar Rendas’, que “será financiada pelo orçamento do
regime alterado” e assume a forma de subvenções diretas.Segundo
a informação dada por Lisboa a Bruxelas, “a nova medida destina-se a
compensar as empresas por uma determinada percentagem dos seus
pagamentos de arrendamento e visa fornecer apoio financeiro a fim de
preservar postos de trabalho e evitar despedimentos”.A
Comissão Europeia justifica a ‘luz verde’ a estas mudanças no regime de
ajudas públicas português aprovado em 30 de novembro por considerar que
estão “em conformidade com o Quadro Temporário de Auxílios Estatais”.Em
particular, porque “o apoio por empresa não excederá 120.000 euros por
empresa ativa no setor da pesca e da aquicultura, 100.000 euros por
empresa ativa na produção primária de produtos agrícolas e 800.000 euros
por empresa ativa em todos os outros setores” e ainda porque este
“auxílio será concedido antes de 30 de junho de 2021”, justifica a
instituição.“A Comissão concluiu que o
regime alterado e o novo regime são necessários, adequados e
proporcionais para sanar uma perturbação grave da economia de um
Estado-membro”, conclui.Anunciados no
final do ano passado, os programas ‘Apoiar.pt’ e ‘Apoiar Restauração’
consistem em subsídios a fundo perdido destinado a empresas dos setores
mais afetados pela crise, como é o caso do comércio, restauração,
cultura, alojamento e atividades turísticas.Junta-se
agora este fundo perdido para fazer face a custos com rendas não
habitacionais de micro, pequenas, médias empresas e empresários em nome
individual de setores particularmente afetados pelas medidas excecionais
de combate à covid-19, isto numa altura em que Portugal aperta as
medidas para conter a pandemia.Adotado em
meados de março passado, este enquadramento europeu temporário para os
auxílios estatais alarga os apoios que os Estados-membros podem prestar
às suas economias em altura de crise gerada pela pandemia.Uma
vez que os efeitos da crise económica perduram na UE, a Comissão
Europeia propôs esta semana aos Estados-membros prolongar até 31 de
dezembro de 2021 o quadro temporário relativo a auxílios estatais e
reajustar o seu âmbito de aplicação.