Bruxelas autoriza Portugal a avançar com 43ME para apoiar emprego nos Açores
Covid-19
25 de mai. de 2020, 11:43
— Lusa/AO Online
Numa informação
divulgada, o executivo comunitário anuncia a aprovação de “dois regimes
de ajuda portugueses destinados a salvaguardar o emprego nos Açores
durante a pandemia do novo coronavírus, com um orçamento total de 43
milhões de euros”, por considerar que estes auxílios estatais são
“necessários, adequados e proporcionais para mitigar uma perturbação
grave na economia”.Segundo Bruxelas, estes
dois regimes de ajudas estatais “cumprem as condições estabelecidas” no
quadro legal temporário para as ajudas estatais em altura de pandemia,
adotado pela Comissão Europeia em meados de março passado.“Ambos
os regimes de auxílio [estatal] visam compensar os custos salariais das
empresas que operam na região dos Açores e que, de outro modo,
despediriam pessoal devido à pandemia do novo coronavírus e às medidas
de emergência adotadas”, justifica a instituição.Estes
apoios públicos ao emprego serão concedidos em forma de subvenção a
“empresas de todas as dimensões que operam em setores particularmente
afetados pela pandemia, tal como definido pelo governo regional”, bem
como a “empresas consideradas em situação de crise”, precisa a Comissão
Europeia.No primeiro regime, referente às
empresas dos setores mais afetados, as subvenções serão concedidas tendo
em conta os custos salariais de março de 2020, enquanto no segundo,
relativo às companhias com dificuldades de liquidez, estão em causa
custos salariais de abril, sendo admitida uma prorrogação até aos dois
meses seguintes.Estes apoios diretos às
empresas variam entre uma cobertura de 90% e de 30% (respetivamente no
primeiro e segundo regime) do salário mínimo mensal da região autónoma
dos Açores por trabalhador a tempo inteiro. “Para
ambos os regimes, os empregadores comprometem-se a manter o emprego do
seu pessoal, para os quais recebem apoios, até final de dezembro”,
adianta a Comissão Europeia.Adotado em
meados de março passado, este enquadramento europeu temporário para os
auxílios estatais alarga os apoios que os Estados-membros podem prestar
às suas economias em altura de crise gerada pela pandemia, em que muitas
empresas, especialmente as de pequena e média dimensões, enfrentam
problemas de liquidez.Em causa estão
medidas como subvenções diretas ou apoios em benefícios fiscais de até
850 mil euros por empresa, garantias públicas para empréstimos e ainda
recapitalizações de companhias, suporte este que deve ser utilizado
apenas como último recurso.