Bruxelas alerta que Geórgia “perdeu o rumo” e “afastou-se” da União Europeia
1 de out. de 2024, 12:09
— Lusa/AO Online
"É
evidente que, com a lei dos agentes estrangeiros e outras séries de
acontecimentos, a Geórgia perdeu o rumo e afastou-se da União Europeia",
destacou o diretor-geral da DG Near (Direção-Geral da Política de
Vizinhança e Negociações de Alargamento), Gert Jan Koopman, perante a
comissão de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu. A
chamada “lei russa” ou “lei dos agentes estrangeiros” pretende, segundo
os seus detratores, restringir a liberdade de imprensa e silenciar os
opositores.A 28 de maio de 2024, apesar de
semanas de protestos em massa, o partido no poder, o Sonho Georgiano,
aprovou a lei que exige que as organizações não-governamentais e os
meios de comunicação social que recebam mais de 20% do seu financiamento
de fontes estrangeiras se registem como organizações que “perseguem os
interesses de uma potência estrangeira”.O diretor-geral do executivo comunitário especificou, no entanto, que a população da Geórgia “não se distanciou” da UE.“A
questão que estamos a abordar são as políticas do Governo, que vão
contra os valores da UE”, frisou, lembrando que na cimeira de líderes
dos Vinte e Sete realizada no final de junho, os responsáveis já tinham
indicado que o processo de adesão da Geórgia estava “de facto”
paralisado.“É muito claro que um fator crítico terá de ser a retirada da lei aos agentes estrangeiros que vai contra os valores da UE.Gert
Jan Koopman destacou, por outro lado, que a agência das Nações Unidas
para os refugiados palestinianos no Médio Oriente (UNRWA) “está no bom
caminho” para reunir as condições que permitam um novo desembolso da
Comissão Europeia, esperando que o próximo pagamento ocorra “em breve”.No
caso dos países dos Balcãs Ocidentais candidatos à adesão à UE, o
responsável destacou que se prevê “nos próximos meses” encerrar tantos
capítulos de que são compostas as negociações de adesão “como os que
terminaram na última década”.