Bruno Magalhães quer ser campeão nacional de ralis e tentar o título europeu
28 de fev. de 2020, 11:30
— Lusa/AO Online
No
segundo ano consecutivo ao volante de um Hyundai (versão R5 do modelo
i20), o atual vice-campeão nacional quer, aos 39 anos, repetir os
títulos nacionais de 2007, 2008 e 2009, dando o primeiro passo rumo ao
objetivo na primeira corrida do campeonato, agendada para sexta-feira e
sábado, na qual se considera "normalmente rápido", apesar da desistência
do ano passado."O meu objetivo é começar
desde já a amealhar o máximo de pontos possíveis para vencer o
campeonato. Não há ralis mais ou menos adequados para o carro que temos.
Temos de preparar todos os ralis com confiança e dar o nosso melhor",
disse à Lusa, num centro comercial de Guimarães, após a sessão de
apresentação da prova que vai decorrer nos concelhos de Fafe, Felgueiras
e Vieira do Minho.Convicto de que os
principais adversários na luta pelo título vão ser o atual campeão,
Ricardo Teodósio (Skoda Fábia R5 Evo), Armindo Araújo (Skoda Fábia R5) e
José Pedro Fontes (Citroën C3), o piloto de Lisboa admitiu uma maior
confiança na vitória final face ao "conhecimento" adquirido no ano
passado e às melhorias efetuadas no carro."O
carro sofreu algumas evoluções, nomeadamente na suspensão e no motor.
Já tive oportunidade de experimentar o carro na terra e demos um passo
em frente. Obviamente a concorrência tem carros novos, mas já conhecemos
melhor o carro e estamos mais bem entrosados com a equipa", frisou. Além
de competir no nacional de ralis, campeonato com 10 provas que começa
na sexta-feira e termina no Algarve, entre 13 e 15 de novembro, Bruno
Magalhães vai também disputar o campeonato europeu de ralis, com início
no rali dos Açores, entre 26 e 28 de março, e fim no rali da Hungria,
entre 06 e 08 de novembro.Depois do
segundo lugar de 2017 e do terceiro de 2018, sempre ao volante de um
Skoda Fábia R5, Bruno Magalhães sublinhou a vontade de lutar pelo
título, apesar da competição ser mais difícil do que o nacional "em
todos os aspetos"."São campeonatos
distintos. É mais difícil vencer o campeonato europeu face ao nacional,
pela concorrência e também pela especificidade da competição, com provas
muito diferentes umas das outras. A ideia é voltar a estar na luta",
disse o piloto no ativo desde 1999, acerca de um campeonato com oito
provas.