Brexit: Reino Unido prevê gastar 705 milhões de libras nas fronteiras

12 de jul. de 2020, 19:28 — AO Online/ Lusa

Num artigo publicado no Sunday Telegraph, o ministro de Estado, Michael Gove, referiu que este montante permitirá assegurar que “as novas fronteiras” do país fiquem prontas para o controlo do Reino Unido.Questionado hoje pela Sky News, o governante afirmou que o controlo de fronteiras arranca em 01 de janeiro de 2021, após o fim do período de transição, iniciado em 31 de janeiro passado, para permitir aos dois parceiros negociar as relações após o Brexit (saída da União Europeia).O investimento, que inclui despesas a contratação de cerca de 500 agentes da polícia para as fronteiras e infraestruturas, vai tornar as fronteiras inglesas “as mais eficazes do mundo até 2025”, afirmou Michael Gove.“Quer Londres e Bruxelas cheguem ou não a acordo sobre a sua relação pós-Brexit, estaremos fora do mercado comum e da união aduaneira", sublinhou.Uma nova ronda de negociações com a União Europeia deverá começar em 20 de julho em Londres.À BBC, Michael Gove falou de "progresso", apesar das "divisões" que restam, explicando que está "otimista" sem estar "excessivamente entusiasmado".O ministro mostrou-se tranquilo quanto a um e-mail no qual a ministra do Comércio Internacional, Liz Truss, adverte que o plano adotado pelo Governo corre o risco de promover contrabando e prejudicar o país no contexto internacional.No correio eletrónico endereçado a Gove e ao ministro das Finanças, Rishi Sunak, e divulgado pelo ‘site’ Business Insider, a ministra destaca a abordagem gradual do Governo britânico, nos casos em que o controlo sobre bens importados da União Europeia não vai ser implementado de imediato, mas antes vai ser "vulnerável" a processos perante a Organização Mundial do Comércio."Faz parte do processo natural, num Governo, que um ministro ponha em prática propostas" de outro, disse Michael Gove.O Governo vai também lançar uma vasta campanha de informação para empresas e cidadãos e "aproveitar as oportunidades" que o acredita que vão surgir com a saída do Reino Unido da União Europeia, votada no referendo de junho de 2016.