Braz vê como indicador positivo deixar equipa inteira de fora
Futsal/Europeu
Hoje 11:00
— Lusa/AO Online
“É um indicador muito
positivo do desenvolvimento do futsal português. É normal que haja
vários jogadores que não estão cá, mas, se estivessem aqui, os objetivos
estariam inalterados e a minha confiança seria exatamente igual. Agora,
só podem ir 14. Tenho um respeito muito grande por todos os que se
esforçaram imenso, que têm levado o futsal português a um patamar muito
interessante e que podiam ser uma opção. Eu vejo isso mais pelo lado
positivo”, sublinhou, em entrevista à Lusa.A
poucos dias do arranque da fase final do Campeonato da Europa,
disputado na Eslovénia, Letónia e Lituânia, Jorge Braz avaliou as
maiores novidades e ausências da lista de 14 jogadores que irão defender
os troféus arrebatados em 2018 e 2022.Estreiam-se
em fases finais o guarda-redes Bernardo Paçó, o fixo/ala Diogo Santos e
o pivô Rúben Góis, mas, no sentido inverso, destacam-se as saídas do
capitão – e jogador com mais internacionalizações - João Matos e ainda
do lesionado Zicky.“O Góis foi tendo as
suas oportunidades, pelo trabalho que tem feito nos clubes e pelo
patamar que atingiu. O Bernardo e o Diogo já tinham feito praticamente
toda a qualificação connosco, num nível e patamar elevadíssimos. São
estreantes, mas já com um alto nível de experiência. Não olho muito por
esse ‘rótulo’. Eu olho mais pela irreverência e o que acrescenta em
variabilidade, complementado com gente experiente, que sabe gerir
momentos e aglutinar todas as competências”, realçou.Jorge
Braz explicou que a preparação teve início em agosto, com “muito
trabalho e recolha de informação”, abdicando de João Matos devido aos
“poucos minutos” no Sporting e com a certeza de que Zicky “ainda ajudará
muito Portugal” no futuro.“Se o João
estivesse cá, seria uma pessoa de inteira confiança? Claramente, até a
outros níveis, como capitão. Difícil humanamente, mas profissionalmente
são as decisões que temos de tomar. O Zicky está com problemas físicos e
não está em condições neste momento. Claro que também custa, mais por
ele, mas estará aí no futuro. Neste momento, ele não está no seu melhor
e, aqui, tem de estar quem está no auge. Foi essa a opção”, apontou o
selecionador português, com 53 anos.O
Campeonato da Europa de futsal tem início na quarta-feira e prolonga-se
até 07 de fevereiro, numa organização tripartida entre Eslovénia,
Letónia e Lituânia, e na qual a equipa das ‘quinas’, bicampeã europeia,
fará todo o percurso na Eslovénia.Será a
11.ª participação da formação lusa no torneio continental, em 13
edições, estando os encontros frente a Itália, Hungria e Polónia
marcados para 24, 27 e 29 de janeiro, respetivamente, todos na Arena
Stozice, na capital eslovena Ljubljana.Os
dois primeiros de cada um dos quatro agrupamentos avançam para os
quartos de final, a disputar em 31 de janeiro e 01 de fevereiro,
enquanto as meias-finais se jogam no dia 04 e a final e jogo de
atribuição do terceiro e quarto lugares no dia 07.