Brasil totaliza 123.780 mortos e aproxima-se dos quatro milhões de casos
Covid-19
3 de set. de 2020, 10:46
— Lusa/AO Online
Desse total, 1.184 óbitos e 46.934 infetados
foram contabilizados nas últimas 24 horas, momento em que a taxa de
letalidade da covid-19 se encontra fixada em 3,1% no país sul-americano.De
acordo com as autoridades de saúde, a eventual relação de 2.658 mortes
com o novo coronavírus ainda se encontra sob investigação.No Brasil, cerca de 80% (3.210.405) dos infetados já recuperaram da doença e 663.680 estão sob acompanhamento médico. São Paulo continua a ser o foco da pandemia no país, totalizando 826.331 pessoas diagnosticadas e 30.673 vítimas mortais.Seguem-se
os estados da Bahia, que concentra oficialmente 262.299 infetados e
5.502 óbitos, e Rio de Janeiro, que totaliza 228.332 casos e 16.315
mortos.De acordo com um consórcio formado
pela imprensa brasileira, que decidiu colaborar na recolha de
informações junto das secretarias de Saúde estaduais, o país registou
mais 1.218 mortes e 48.632 novos infetados nas últimas 24 horas.No
total, o consórcio constituído pelos principais ‘media’ do Brasil
indicou que o país já ultrapassou os quatro milhões de mortos,
totalizando 4.001.422 casos e 123.899 mortos, desde o início da
pandemia.A taxa de transmissão do novo
coronavírus no Brasil caiu de um para 0,94, o menor índice desde abril,
reforçando a tendência de estabilização da pandemia no país, segundo um
relatório semanal do Imperial College London, referência no
acompanhamento de epidemias.O índice agora
é de 0,94, o que significa que cada 100 infetados transmitem o vírus
para outros 94, que por sua vez o transmitem para mais 88, reduzindo
progressivamente o alcance da doença.Apesar
dos dados apresentarem uma aparente estabilização, a Organização
Pan-Americana da Saúde (Opas) indicou hoje que os países não podem
relaxar a sua vigilância.“Ninguém deve
cantar vitória. Mesmo os países que experimentam a redução nos números,
não estão fora de perigo. Ainda há áreas em que a população está
exposta”, afirmou o diretor de doenças transmissíveis da organização,
Marcos Espinal, citado pela imprensa brasileira.Após
o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ter afirmado que "ninguém pode
obrigar ninguém a tomar vacina", o vice-presidente, Hamilton Mourão,
procurou justificar a declaração do chefe de Estado, declarando que
ninguém pode ser forçado."Acho que podem
ser encontradas pessoas que não quer tomar a vacina. É o que eu digo:
você vai agarrar à força? Foi isso que ele (Bolsonaro) quis dizer",
disse Mourão à imprensa local.