Brasil lançará leilão internacional para medicamentos de intubação
Covid-19
22 de abr. de 2021, 10:14
— Lusa/AO Online
No
momento em que o Brasil enfrenta o seu pior momento na pandemia, o país
regista ainda uma significativa escassez deste tipo de fármacos, como
sedativos, usados em pacientes internados nas unidades de terapia
intensiva (UTI).Em conferência de imprensa, o ministro informou que a licitação ocorrerá sem fixação de preços.Além
disse, Marcelo Queiroga, que tomou posse como ministro no mês passado,
anunciou que Espanha irá doar ao país 80 mil itens do chamado "kit
intubação". A previsão de chegada dos consumíveis é na próxima semana."A
Vale [empresa mineira brasileira] já nos doou dois milhões desses itens
que foram distribuídos para Estados e municípios. Há ainda 1,1 milhões
[para receber], sendo que 900 mil chegam na próxima semana e 200 mil na
primeira semana de maio. (...) Espanha vai doar 80 mil itens desse kit
de intubação com previsão de chegada na próxima semana", disse Queiroga,
que é médico cardiologista.“Estamos a
trabalhar na prospeção desses insumos [consumíveis], seja no Brasil ou
no exterior, de tal sorte que não haja um desabastecimento no mercado. A
minha opinião é que estamos muito próximos de vencer a fase mais
crítica em relação a ‘kits de intubação’ e oxigénio”, avaliou.Fazem parte do "kit de intubação" fármacos como analgésicos, relaxantes musculares ou sedativos.Segundo
a imprensa brasileira, citando vários profissionais de saúde, alguns
pacientes intubados tiveram de ser amarrados às camas, ao acordarem e
tomarem consciência, por falta de sedativos nos hospitais do país.Na
conferência de imprensa, o ministro abordou ainda o plano nacional de
imunização contra a covid-19 e afirmou que imunização das mais de 77
milhões de pessoas que integram os grupos prioritários só deve ser
concluída em setembro, um atraso de cerca de quatro meses em relação à
previsão feita pelo seu antecessor no cargo, o general Eduardo Pazuello."O
calendário é sujeito às entregas. (...) A Covax Facility não nos
entrega o que foi acordado. Há uma carência nesses insumos que vêm de
outros países. Isso não é uma questão do Brasil, é uma questão mundial”,
afirmou.Apesar da estimativa, o ministro
disse que ainda não irá divulgar uma nova atualização do cronograma de
entregas de vacinas às 27 unidades federativas do país.Queiroga declarou ainda que está em negociação com a Pfizer para uma compra de 100 milhões de doses de imunizantes para 2022. O
governante advogou que o Brasil é um dos países que mais vacina em todo
o mundo e apelou a que a imprensa e a população deixe de "ver só
problemas"."Não fiquem com essa coisa de ficar contando dose de vacina, vamos vacinar a população brasileira", frisou.Na
quarta-feira, o Brasil superou os 27,5 milhões de imunizados contra a
covid-19. O total de pessoas que receberam pelo menos uma dose da vacina
contra a doença chegou a 27.523.231, o equivalente a 13% da população
nacional, segundo um levantamento feito por consórcio da imprensa local.O
Brasil, que enfrenta atualmente a pior fase da pandemia, totaliza
381.475 mortes e 14,1 milhões de infetados pelo novo coronavírus.