Brasil destaca “relançamento da parceria estratégica” com Angola
6 de abr. de 2023, 12:02
— Lusa/AO Online
Este
encontro marca o “relançamento da parceria estratégica entre Brasil e
Angola”, frisou Mauro Viera, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, após a
VII Reunião da Comissão Mista, na qual foram assinados vários acordos e
memorandos entre os dois países lusófonos.Este “novo impulso no relacionamento” deverá “ampliar ainda mais os investimentos bilaterais”, sublinhou o ministro brasileiro.Entre
os acordos assinados, o diplomata brasileiro destacou o acordo para
evitar a dupla tributação dos lucros do transporte aéreo e marítimo
internacional e um acordo na área da saúde, “importante para adensar a
cooperação projeto banco de leite em Angola” .O
ministro dos Negócios Estrangeiros da Angola, Téte António, agradeceu
“ao povo brasileiro pelo tratamento fraternal” e felicitou as delegações
técnicas dos dois países que ao longo dos últimos meses reuniram-se com
foco na agricultura, economia, transporte, educação, saúde e segurança
pública.Téte António anunciou ainda que a
embaixada do Brasil em Angola terá um adido de agricultura de forma a
impulsionar as reações entre os dois países nesta área.Durante
o seu discurso, Téte António disse ainda que as duas partes discutiram
assuntos diversos como as alterações climáticas, a reforma do conselho
das nações unidas, e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
(CPLP), cuja presidência pertence neste momento a Angola.Na
VII Reunião da Comissão Mista Brasil-Angola foi assinado ainda um
memorando de entendimento entre as agências de aviação civil de Brasil e
Angola e um outro memorando de reforço da educação. Em
2022, as exportações brasileiras para Angola cifraram-se em 584,19
milhões de euros, um crescimento de 56,9% em relação a 2021 e as
importações foram de 699,13 milhões de euros, um aumento de 352%"As
exportações do Brasil para Angola incluem carnes (17%) e partes e
acessórios dos veículos automotivo (16%). Já as importações são
constituídas por óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos
(66%) e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos
(34%)", frisou a diplomacia brasileira.