Brasil com mais 1.238 mortos e 22.765 infetados nas últimas 24 horas
Covid-19
19 de jun. de 2020, 11:35
— Lusa/AO Online
Segundo a tutela, está ainda a ser investigada
uma eventual relação de 3.982 vítimas mortais com a covid-19, doença
causada pelo novo coronavírus.O executivo
brasileiro informou ainda que 503 das 1.238 mortes ocorreram nos últimos
três dias, mas foram incluídas nos dados de hoje.A
letalidade da covid-19 no Brasil, segundo país do mundo com mais mortes
e também com mais casos confirmados, mantém-se nos 4,9%.O
país sul-americano tem uma incidência de 22,7 mortes e 465,5 casos da
doença por cada 100 mil habitantes, numa nação com uma população
estimada de 210 milhões de pessoas.No
total, o Brasil já registou a recuperação de 482.102 pacientes
infetados, sendo que 448.292 doentes continuam sob acompanhamento.O estado de São Paulo (sudeste) concentra hoje 192.628 pessoas diagnosticadas e 11.846 mortes, sendo o foco da pandemia no país.Seguem-se
as unidades federativas do Rio de Janeiro (sudeste), que acumula 87.317
infetados e 8.412 vítimas mortais, o Ceará (nordeste), que tem 87.273
casos confirmados e 5.377 mortes, e o Pará (norte), que contabiliza
oficialmente 76.623 contágios e 4.395 óbitos devido à covid-19.Já
um consórcio formado pela imprensa brasileira, que decidiu colaborar na
recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais,
informou que o país registou 1.204 mortes e 23.050 novos infetados pelo
novo coronavírus nas últimas 24 horas.No
total, o consórcio formado pelos principais ‘media’ do Brasil indicou
que o país registou 983.359 casos e 47.869 vítimas mortais desde o
início da pandemia, números diferentes aos reportados pelo executivo.O
Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, voltou hoje criticar a
Organização Mundial de Saúde (OMS), após ter ameaçado retirar o país da
organização, no início do mês."A OMS está a
deixar muito a desejar. Nunca acerta nada, anda sempre num vaivém.
Máscara protege, depois não protege. Na quarentena, ficar em casa é bom,
depois já não é bom. A questão da hidroxicloroquina…muda completamente
de ideias em 24 horas. (...) Fala-se tanto em foco na ciência, mas com
todo o respeito: quem menos tem de ciência é a OMS", afirmou o chefe de
Estado. Bolsonaro colocou também em dúvida o número de mortes divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde."Temos
declarações de diretores de hospitais de que 40% do que entrou lá no
óbito como covid-19 não era, isso é muito triste porque os números não
traduzem a política que os governadores e prefeitos tem que adotar na
ponta da linha", argumentou Bolsonaro, um dos mandatários mais céticos
em relação à gravidade da pandemia.