Borrell pede investigação independente a ataque israelita a escola em Gaza
7 de jun. de 2024, 12:33
— Lusa/AO Online
“As
informações vindas de Gaza mostram repetidamente que a violência e o
sofrimento continuam a ser a única realidade para centenas de milhares
de civis inocentes”, frisou Borrell, na rede social X.O
diplomata espanhol acrescentou que a “terrível notícia deve ser
investigada de forma independente, de acordo com a última ordem do
Tribunal Internacional de Justiça”.“Um
cessar-fogo duradouro é a única forma de proteger os civis e conseguir a
libertação imediata de todos os reféns. Ambos os lados devem agora
chegar a acordo sobre o plano trifásico dos Estados Unidos”, acrescentou
o alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política
de Segurança.O Exército israelita
confirmou o bombardeamento esta quarta-feira à noite da escola e
argumentou que esta albergava no seu interior "terroristas do Hamas",
incluindo membros das forças do grupo islamita palestiniano que levaram a
cabo os ataques em território israelita de 07 de outubro de 2023.As
forças israelitas divulgaram mais tarde os nomes de nove altos
responsáveis do Hamas e Jihad Islâmica que alegadamente foram mortos no
ataque de quarta-feira à noite.“Alguns
destes terroristas participaram no ataque de 07 de outubro e planeavam
ataques iminentes a partir daquela escola da UNRWA”, frisou Daniel
Hagari, o principal porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, na
sigla em inglês), durante numa videoconferência.Daniel
Hagari insistiu que o ataque foi dirigido apenas “contra três salas”
desta escola, onde, denunciou, estavam entre 20 e 30 milicianos
escondidos. Estes elementos do Hamas e
Jihad Islâmica utilizavam o complexo como uma "base operacional avançada
para lançar ataques contra as forças israelitas".O
Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, localizado em Deir al-Balah, no
centro da Faixa de Gaza, enclave controlado pelo movimento islamita
palestiniano Hamas, reviu esta quinta-feira à noite o número de mulheres
e crianças entre os mortos no ataque, apontando para três mulheres,
nove crianças e 21 homens, noticiou a agência Associated Press (AP).Antes, tinha adiantado que nove mulheres e 14 crianças estavam entre as 33 pessoas mortas no ataque.O
comissário da UNRWA, Philippe Lazzarini, lamentou esta quinta-feira,
através da rede social X, que o ataque israelita à escola em Nuiserat
tenha ocorrido “sem aviso prévio”.Desde o
início da guerra na Faixa de Gaza, há oito meses, mais de 180 edifícios
da UNRWA, na sua maioria escolas convertidas em abrigos, foram atacados.“O resultado foi a morte de mais de 450 pessoas deslocadas nessas instalações”, revelou a organização, num comunicado.