Borrell em Seul para coordenar "resposta apropriada" a apoio norte-coreano à Rússia

Ucrânia

29 de out. de 2024, 13:14 — Lusa/AO Online

Em conferência de imprensa, em Bruxelas, a porta-voz do executivo comunitário Nabila Massrali revelou que os países da União Europeia (UE) “estão a discutir a situação do apoio continuado da Coreia do Norte” à Rússia.A União Europeia está a preparar “uma resposta apropriada” e vai “coordenar-se com os parceiros internacionais”.Nesse sentido, o alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, vai “viajar até Seul no final desta semana” e na próxima segunda-feira, 04 de novembro, está prevista uma reunião para discutir uma resposta a Pyongyang.Hoje está a realizar-se uma reunião do Comité Político e de Segurança com uma delegação da Coreia do Sul para abordar a mesma questão.A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, encontrou-se ao final da manhã de hoje com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte.Os líderes das duas organizações não divulgaram o motivo da reunião.Os Estados Unidos da América, a NATO, a Ucrânia e a Coreia do Sul revelaram nas últimas duas semanas que militares norte-coreanos iam apoiar a Rússia na invasão à Ucrânia.Na segunda-feira, o secretário-geral da NATO revelou que esses militares já estavam em território russo e que iam a caminho da região de Kursk, que foi ocupada pelas forças militares ucranianas, na sequência de uma incursão que começou no dia 06 de agosto deste ano.O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou a anunciar que as Forças Armadas controlavam 1.000 quilómetros quadrados do território russo. Foi a primeira invasão do território russo desde a Segunda Guerra Mundial.Pyongyang e Moscovo estreitaram laços desde o início da invasão ao território ucraniano, em 24 de fevereiro de 2022. O isolamento da Rússia levou o Kremlin a depender mais de países como a Coreia do Norte e o Irão, que têm fornecido armamento.Mas a presença de militares norte-coreanos em território russo ou ucraniano para ajudar a Rússia foi classificada por Mark Rutte como uma “expansão perigosa” do conflito.A porta-voz da Comissão Europeia não quis comentar se Josep Borrell também vai viajar até Tiblissi, na sequência de uma visita do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, para apoiar o Governo georgiano pós-eleições. O resultado das eleições está a ser contestado por observadores internacionais e 13 países da UE, incluindo Portugal, condenaram na segunda-feira a presença de Orbán na capital.