Borges “pronto para a luta”, Faria quer manter-se ativo
Open da Austrália
Hoje 17:19
— Lusa/AO Online
O maiato, número um
nacional e 46 do ranking ATP, garantiu pelo quarto ano consecutivo a
entrada direta no torneio australiano do Grand Slam, que decorre entre
domingo e 01 de fevereiro, em Melbourne Park, onde foi derrotado pelo
espanhol Carlos Alcaraz na terceira ronda em 2025, um ano depois de ter
sido eliminado nos oitavos de final pelo russo Daniil Medvedev.“Tenho
me sentido bem tanto mentalmente como fisicamente. Depois de algum
descanso da competição, venho sempre com mais energia de atacar aqui
estes torneios. A verdade é que, nos últimos anos, tem corrido bem e
este ano também não fugiu à regra”, começou por afirmar Borges, em
declarações à Lusa.Após ter dado por
concluída a última temporada no início de novembro, o jogador do Centro
de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis só voltou à
competição no início de janeiro, tendo atingido os quartos de final no
ATP 250 de Hong Kong e a segunda ronda do ATP 250 de Auckland, no qual
havia sido semifinalista o ano passado.Em
Melbourne, onde já está a ultimar a sua preparação e a aproveitar “para
melhorar muita coisa” no seu jogo, Nuno Borges diz estar “disponível
para aceitar as dificuldades e todo o ambiente”, assim como “desfrutar
ao máximo do Grand Slam”.“Tenho uma
primeira ronda bastante difícil, mas estou pronto para a luta”, frisa o
adversário português do canadiano Félix Auger-Aliassime, número sete
mundial, que considera um “jogador extremamente bem composto
fisicamente, com um grande serviço e uma direita perigosa.”No
confronto direto, Auger-Aliassime, de 25 anos, leva vantagem sobre o
maiato, três anos mais velho, graças à vitória nos oitavos de final do
ATP 500 do Dubai, em 2025, em três sets.“Vou
tentar afinar as pancadas e o ténis o máximo possível nestes dias para
tentar fazer um brilharete, quem sabe. Não vai ser fácil, claramente não
sou favorito. Mas os torneios do Grand Slam também são especiais por
causa disso e, à melhor de cinco ‘sets’, há muito jogo pela frente”,
lembra.Nuno Borges defende que vai pensar
num “set de cada vez, à espera de ver no que dá”, mas confessa ter
“ambições de ir longe este ano”, num “torneio muito importante” e onde
já foi “muito feliz.”“Vou sempre à procura
de melhorar, principalmente o meu ténis, e sinto que os números acabam
por vir. Mas continuo com aquela mentalidade de pensar muito no momento.
Tenho uma oportunidade gigante para competir e ganhar muitos pontos”,
refere Borges, assegurando ir “à procura de ganhar o primeiro encontro e
lutar com tudo nessa primeira ronda.”Jaime
Faria (151.º ATP), por sua vez, está de regresso ao quadro principal do
‘major’ dos Antípodas, depois de repetir a façanha da temporada passada
e passar incólume a fase de qualificação com três triunfos.“Fui
competente. Consegui não perder nenhum ‘set’ ao longo dos três
encontros, com adversários difíceis, e estou feliz por isso. Senti-me
bem a jogar aqui. Gosto muitos destas condições, acho que se adequam ao
meu jogo, e agora vamos ver como vou estar a jogar no domingo. Vou
aproveitar estes dois dias para preparar-me bem, não descansar demasiado
a cabeça, manter-me ativo e continuar a trabalhar”, aponta o jovem
português, só foi travado pelo sérvio Novak Djokovic na segunda ronda,
em 2025.Este ano, Faria, de 22 anos, tem
encontro marcado na abertura do quadro principal com o francês Arthur
Cazaux (67.º), após ter saído vitorioso do confronto com o experiente
argentino Marco Trungelliti (130.º), pelos parciais de 7-6 (7-5) e 6-3,
na última ronda do ‘qualifying’.“Foi um
encontro bem disputado. Acho que o primeiro set foi mais renhido até ao
‘tie-break’, que podia ter caído para qualquer um dos lados. Mas acabei
por servir melhor que ele e foi decidido nos detalhes. Depois, senti-o
um bocadinho mais cansado e, após um primeiro ‘set’ duro, percebi que
para ele dar a volta ia ser complicado. Aproveitei isso, alimentei,
entrei bem no segundo ‘set’, servi bem e acabei por fechar bem o
encontro”, detalha.Além de Borges e Faria,
apurado pela quinta vez para um quadro principal do Grand Slam, o
também português Francisco Cabral, 19.º colocado na hierarquia mundial
de pares, vai juntar-se ao austríaco Lucas Miedler, com quem já
conquistou um título esta temporada, no ATP 250 de Brisbane, entre os
cabeças de série da 114.ª edição do Open da Austrália.