Borges não se considera favorito frente a Etcheverry
Roland Garros
Hoje 11:18
— Lusa/AO Online
“Acho
que não sou favorito na minha primeira ronda, portanto tenho de
entregar-me a 100%. Felizmente, jogo já no domingo, com um adversário
que já conheço, e dá-me bastante à vontade para deixar tudo em campo,
porque, depois, sei que tenho um ou dois dias ‘off’”, notou, em
declarações à agência Lusa.Único tenista
luso a ter entrada direta no quadro de singulares masculino do segundo
Grand Slam da época, o número um nacional vai reencontrar na primeira
ronda de Roland Garros o atual 25.º classificado da hierarquia mundial,
que derrotou nas duas vezes em que os dois se encontraram no circuito
ATP, ambas este ano.“É um jogador que já
consegui vencer à melhor de três sets, a ver se consigo fazê-lo à melhor
de cinco. Não é fácil, este é provavelmente o melhor Grand Slam dele, o
melhor piso dele e, lá está, vou ter de arranjar maneira de contrariar o
jogo dele, tornar o jogo dele mais desconfortável, ser o máximo
agressivo possível e, acima de tudo, conseguir implementar o meu jogo à
frente do dele”, previu.Tomás Martín
Etcheverry chegou aos quartos de final na terra batida parisiense em
2023, mas foi eliminado à primeira no ano passado, ao contrário de
Borges, que atingiu a terceira ronda. “Saber que já consegui fazer aqui terceira ronda, claro que me dá alguma confiança”, assumiu à Lusa o 50.º jogador mundial.No entanto, o maiato lembra que o resultado da passada edição “não implica nada em Roland Garros deste ano”.“Sinto-me
preparado para batalhar mais uma vez aqui em Roland. É sempre um prazer
e um privilégio também. Tento relembrar-me disso para estes momentos,
para trazer o meu melhor, tentar desfrutar ao máximo, acima de tudo,
porque não é todos os dias que se joga um Grand Slam”, realçou.Garantindo
que a preparação tem corrido bem, até porque tem conseguido treinar no
court onde vai jogar e “o corpo está fixe”, Borges explicou que abdicou
de participar no torneio de Genebra apenas por “gestão”. “Já
tinha competido muito e achei importante dar aqui um período de treino
para atacar Roland Garros da melhor maneira”, completou.Para
o número um nacional, a sua temporada de terra batida “não está a
correr assim tão mal”, lembrando o resultado positivo no torneio de
Barcelona, onde atingiu os quartos de final e derrotou Etcheverry na
segunda ronda. “Não tenho conseguido
ganhar jogos consecutivos, mas cada vitória aqui é sempre boa.
Infelizmente, já não tenho jogos fáceis e tento tirar o máximo de
confiança possível dos jogos que faço. Sinto que estou a jogar bem, pode
não ter corrido incrível ,mas sinto que cada torneio é uma oportunidade
para poder fazê-lo, chegar mais longe e, quem sabe, ter uma surpresa”,
afirmou.No quadro principal, Borges terá a
companhia de Jaime Faria, com o principal tenista luso a elogiar o
jovem que “jogou muito bem no ‘qualy’” e a mostrar-se “muito contente
por ele”.“Fico um bocadinho triste por os
outros não terem conseguido [avançar para o quadro]. Estávamos muitos cá
e, de repente, já não estamos, mas o ténis é mesmo assim. Mas foi muito
termos conseguido ter tantos portugueses em Roland Garros, um novo
recorde”, vincou.Pela primeira vez,
Portugal teve sete tenistas a disputar um ‘major’: além de Borges, Faria
e Francisco Cabral, que vai jogar o quadro de pares, ainda estiveram no
‘qualifying’ do ‘Slam’ francês Henrique Rocha, Frederico Silva e as
irmãs Francisca e Matilde Jorge.