Borges diz que “foi bom ganhar um set, mas Alcaraz foi melhor”
Open da Austrália
17 de jan. de 2025, 15:49
— Lusa/AO Online
“Não foi o meu
melhor jogo, mas também não foi um jogo mau de todo. Se calhar, faz
parte daquilo que o Carlos Alcaraz me fez sentir em campo. Ele entrou
muito bem, jogou com muita intensidade e a mim custou mais puxar o meu
nível logo desde início. Sinto que cresci com o encontro, mas, mesmo
assim, foi difícil ganhar aqueles jogos de serviço contra o vento, do
lado direito da cadeira, onde estávamos os dois com mais dificuldades”,
começou por explicar o maiato, em declarações à Lusa.O
número um nacional e 33 do ‘ranking’ ATP, que há um ano se tornou no
primeiro português a disputar a quarta ronda do ‘major’ inaugural da
temporada, perdeu contra o jovem tenista de Múrcia, de 21 anos e à
procura de se tornar no mais jovem jogador de sempre a completar o Grand
Slam de carreira, em quatro ‘sets’, pelos parciais de 6-2, 6-4, 6-7
(3-7) e 6-2.“Ele conseguiu ser melhor, no
geral, e ele é melhor, portanto mérito dele. Algum nervosismo [da minha
parte], mas nada fora do normal. Ele jogou melhor e no fundo do campo,
assim que tinha uma oportunidade, era muito bom a capitalizar, apesar de
cometer alguns erros, era sempre muito perigoso na linha de fundo”,
apontou Borges.Apesar de reconhecer que
“foi bom ter conseguido ganhar um ‘set’”, o português, de 27 anos, saiu
da Rod Laver Arena, onde jogou pela segunda vez na carreira, depois da
estreia em 2024 frente ao russo Daniil Medvedev, com a sensação de que
poderia ter feito mais.“Senti que houve
ali um momento que estava dentro do jogo e senti que tive algumas
hipóteses. Mesmo assim, acho que perdi mal o segundo ‘set’ e fiquei com a
sensação que podia ter dado para mais ou, pelo menos, apertar um
bocadinho mais o resultado. Se calhar teria sido diferente”, confessou.Enquanto
Carlos Alcaraz fica à espera do vencedor do encontro entre o britânico
Jack Draper e o australiano Alexander Vukic para conhecer o próximo
adversário, Nuno Borges despediu-se do torneio de singulares do Open da
Austrália, fazendo, contudo, um balanço positivo deste início de época.“Terceira
ronda de um Grand Slam é muito positivo. Não só esta semana, como as
meias-finais em Auckland, foram semanas muito positivas. Estou contente
pela maneira como joguei, como competi, acima de tudo, e agora é dar
tudo nos pares e ver até onde conseguimos ir. Ganhei alguma confiança
destes encontros contra os melhores, principalmente à melhor de cinco
sets, [foram] muitas horas passadas em campo, portanto sinto-me com
algum ritmo e com alguma confiança. Posso dizer que estou num bom
momento, mas preciso de continuar a melhorar”, finalizou o maiato.Nuno
Borges volta no sábado aos courts de Melbourne Park, na companhia do
amigo e parceiro de pares, o também português Francisco Cabral, para
defrontar na segunda eliminatória o indiano N. Sriram Balaji (65.º ATP
em pares) e o mexicano Miguel Reyes-Varela (59.º ATP).