Bonvalot concretizou objetivo que tinha em mente desde Tóquio2020
Paris2024
19 de abr. de 2023, 10:03
— Lusa/AO Online
“A qualificação
para os Jogos de 2024 era um objetivo. Já tinha isso em mente depois dos
Jogos em Tóquio e poder ter tido este ‘check’, é mais um sonho tornado
realidade… poder estar nos meus segundos Jogos, poder lutar e levar a
bandeira ao mais alto nível. Acho que é dos maiores sonhos para qualquer
atleta e eu estou supercontente e supermotivada para tal”, afirmou a
cascalense, em declarações à agência lusa.Teresa
Bonvalot assegurou uma das oito vagas olímpicas atribuídas através do
circuito mundial da Liga Mundial de Surf (WSL), juntamente com a
francesa Johanne Defay, a costa-riquenha Brisa Hennessy e a brasileira
Tatiana Weston-Webb, enquanto as restantes quatro vão distribuídas entre
as norte-americanas e as australianas em competição.As
competições de surf de Paris2024 vão ser disputadas na Polinésia
Francesa, na Oceânia, mas, nem isso, deve tirar a ‘magia’ ao feito.“Eu
acho que faz [diferença], mas é a realidade e nós temos de olhar para o
que temos e para o que é e para o que vai haver. Desta forma, vai ser
um bocadinho longe da cidade olímpica, de tudo, mas acredito também há
de ser algo muito especial e esperemos que as ondas também estejam
perfeitas”, vincou.As ondas de Teahupoo, palco habitual de etapas do circuito mundial de surf, não vão ser novidade para Bonvalot.“Estive
no ano passado, num estágio com a Red Bull, em que o ‘mindset’ dessa
viagem foi mesmo o treino para os Jogos. Foi a minha primeira vez lá, a
minha primeira vez em Teahupoo, uma onda supercaracterística e que
requer também muito treino, daí a minha ida e acredito também ir lá mais
vezes antes dos Jogos”, explicou.Com uma
das duas vagas possíveis asseguradas, Teresa Bonvalot está disponível
para lutar por mais uma para Portugal, seja nos Mundiais ISA de 2023, em
El Salvador, entre 30 de maio e 07 de junho, e 2024, em Porto Rico.“Claro
que sim, eu acho que das coisas que também mais quero é ter uma equipa à
minha volta, ter mais portugueses a qualificar-se. O ideal e o
‘outcamp’ perfeito para mim era ocuparmos as vagas todas. Acho que aí
demonstraríamos mesmo a qualidade dos portugueses, a qualidade do surf
português. Acho que é o retorno do nosso trabalho. Esse acaba por ser um
segundo objetivo”, referiu a surfista lusa, assumindo a sua
disponibilidade.Em Tóquio2020, além de
Bonvalot, o surf português esteve também representado por Yolanda
Hopkins, que terminou no quinto lugar, enquanto Frederico Morais falhou a
competição por, na altura, estar infetado com o coronavírus responsável
pela pandemia de covid-19.“Em qualquer
momento, sinto que estou a defender o país e a levar a bandeira e a
tentar representar Portugal, a minha nação, da melhor forma, tentando
orgulhar sempre os portugueses. Neste caso, os Jogos são o maior evento
do mundo […] … é um sonho, são os Jogos Olímpicos”, sublinhou.E, por isso, Bonvalot, nona em Tóquio2020, reconhece o “privilégio” por ser totalista nas competições olímpicas de surf.“Este
sonho veio um bocadinho mais tarde, para nós, é a nossa segunda vez. Eu
ter tido o privilégio de me ter qualificado para a primeira e agora
estar qualificada para a segunda acho que é mesmo algo inédito e um
sonho. Poder representar o país com muito mais atletas tem um sabor
especial”, concluiu.