Bombeiros voluntários continuarão a garantir socorro em aeródromos açorianos
26 de out. de 2018, 09:00
— Susete Rodrigues/AO Online
“[Espero
que as associações] estejam em condições de garantir esse serviço à
SATA – Gestão de Aeródromos, que os aeródromos se mantenham operacionais
e que, assim, se possa assegurar a naturalidade e a normalidade do
transporte aéreo de passageiros e mercadorias”, afirmou a secretária
regional dos Transportes e Obras Públicas, Ana Cunha.A
governante falava após ser ouvida na Comissão de Política Geral, na
delegação da Assembleia Legislativa Regional, em Ponta Delgada, numa
audição pedida pelo PSD/Açores, que pretendia esclarecer se os serviços
seriam garantidos, depois de ter sido revogado o concurso público
internacional lançado pela SATA – Gestão de Aeródromos.O
concurso público foi lançado pela empresa que gere os aeródromos da
região após associações humanitárias alegarem não estarem em condições
de fornecer o serviço nos termos em que era requerido, devido à entrada
em vigor de um regulamento comunitário que impõe novas normas que
representam para as corporações custos adicionais, nomeadamente com
formação e aquisição de novos equipamentos.Sobre
a decisão de lançar um concurso público internacional, que acabaria
depois por ser anulado, a titular da pasta dos Transportes explicou que
“à SATA – Gestão de Aeródromos não restava outra alternativa se não
fazer um apelo à concorrência e ver o que é que o mercado lhe
respondia”.“[Mas]
houve uma alteração das circunstâncias em que ambas as partes
[bombeiros e SATA] conformaram as suas posições contratuais e, portanto,
as associações humanitárias conseguiram colocar-se em condições de
prestar o serviço pelo preço que a SATA – Gestão de Aeródromos
inicialmente se propunha a contratar”, declarou Ana Cunha.O
contrato, que entra em vigor em 01 de janeiro de 2019, “tem um valor de
cerca de quatro milhões de euros, é celebrado pelo prazo de três anos e
é, exatamente, o valor que, inicialmente, a SATA [previu], quando se
viu forçada a lançar mão de um concurso público internacional para a
aquisição desses serviços”.“O
contrato de prestação de serviços foi celebrado com um consórcio das
associações humanitárias de bombeiros voluntários da Madalena [ilha do
Pico], Velas [São Jorge] e Graciosa, que asseguram, também, a prestação
de serviços na ilha do Corvo”, explicou a governante.Segundo
Ana Cunha, “as associações humanitárias contrataram, a uma entidade
externa, a formação que necessitavam adquirir para puderem cumprir com a
regulamentação, como também têm estado a adquirir todos os materiais
que são necessários a essa prestação de serviços”.