Bombeiros vão receber mais para o combate, mas Liga contesta valor
23 de abr. de 2025, 12:19
— Lusa/AO Online
A diretiva financeira
2025, que estabelece a comparticipação do Estado às despesas resultantes
das intervenções dos corpos de bombeiros nos diferentes dispositivos
operacionais da proteção civil, nomeadamente no Dispositivo Especial de
Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), foi enviada às corporações dos
bombeiros na passada quinta-feira pela Autoridade Nacional de Emergência
e Proteção Civil (ANEPC) depois de ter sido aprovada pelo secretário de
Estado da Proteção Civil, Paulo Simões Ribeiro.Em
declarações à Lusa, o presidente da Liga, António Nunes, disse que esta
diretiva financeira “foi imposta” e pela primeira vez foi aprovada “sem
uma audição dos representantes dos bombeiros".Segundo
António Nunes, anualmente a diretiva financeira é discutida com os
bombeiros antes de ser aprovada pela tutela, o que não aconteceu este
ano.Além de contestar a organização da
diretiva e a forma como foi aprovada, a LBP também “não concorda com os
valores apresentados” para compensação dos bombeiros voluntários que vão
integrar o DECIR, que vão receber 75 euros por dia.António
Nunes afirmou que a Liga “quer que o valor hora pago aos bombeiros seja
de acordo com o ordenado mínimo nacional”, montante que atualmente o
INEM paga aos bombeiros.Apesar da diretiva
financeira não necessitar de ser aprovada nem ser assunto em análise na
Comissão Nacional de Proteção Civil, a LBP vai levar a questão à
reunião deste órgão, que hoje se realiza na sede da ANEPC, em Carnaxide
(Oeiras) e que vai ser presidida pelo secretário de Estado da Proteção
Civil.António Nunes precisou que a Liga vai mostrar na reunião o desagrado para com o documento.Na
diretiva financeira estão ainda incluídas as despesas dos bombeiros
voluntários com alimentação, combustíveis e equipamentos de proteção
individual, bem como os valores a pagar por avaria ou dano de
equipamentos e veículos operacionais.A
Lusa questionou o Ministério da Administração Interna sobre a diretiva
financeira, nomeadamente quando entra em vigor e quais os montantes
previstos, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.