Bombeiros sapadores agendam manifestação nacional e greve a 15 de janeiro
20 de dez. de 2024, 11:37
— Lusa/AO Online
Em declarações à Lusa, o dirigente
explicou que a greve é a "resposta à falta de vontade" do Governo em
negociar os aumentos pedidos. "No
seguimento do incumprimento do prazo atribuído ao Governo para retomar o
processo negocial relativo à revisão da carreira, dentro do calendário
previamente definido pelo próprio", o SNBS realizou uma reunião da
direção na quinta-feira e decidiu a "realização da uma manifestação
nacional para o próximo dia 15 de janeiro, pelas 12h00, em frente à
Assembleia da República", refere a organização sindical, em comunicado. Para
o mesmo dia, entre as 07h00 e as 22h00, será agendada uma greve
nacional, abrangendo vários serviços, como formaturas, instrução,
formação, serviço administrativas, exercícios, prevenções e pareceres
técnicos. De fora da convocatória da greve estão serviços de urgência ou de emergência relacionados com a saúde ou proteção civil. No
início do mês, o executivo suspendeu as negociações com os bombeiros
sapadores, acusando-os de estarem a fazer pressão ilegítima, com um
protesto que incluiu petardos, tochas e fumos junto à sede do Governo. "Não
havia motivos para cancelar negociações", disse então Ricardo Cunha,
considerando que "foi uma maneira de o Governo fugir à sua
responsabilidade, porque na realidade não tinha nada a apresentar" como
proposta de aumentos. De fora desta
primeira iniciativa está a promessa de ações contra os "municípios que
não venham a público demarcar-se da posição que o Governo tem adotado",
como foi avisado anteriormente pelo SNBS. Os
sapadores são funcionários das autarquias, mas a sua carreira é
regulada pelo poder central, o que acrescenta complexidade às
negociações."Quem tem de regulamentar,
através da lei, é o Governo, a Assembleia da República. E as câmaras têm
que aplicar aquilo que for legislado", explicou Ricardo Cunha,
referindo que o "Governo deveria apoiar, pelo menos em parte, algum do
investimento que os municípios fazem nos bombeiros sapadores", algo que
hoje não sucede.O Governo tem insistido
que não existem condições para voltar à mesa de negociações, recusando
discutir com o sindicato sob coação e perante o que classificou de
comportamentos ilegais.