Bombeiros defendem 49,38 milhões de euros como valor mínimo de financiamento
OE2026
3 de out. de 2025, 16:37
— Lusa/AO Online
“Os
bombeiros aguardam que o Orçamento do Estado (OE) para 2026 dê um sinal
do que está para mudar no universo das associações e dos bombeiros de
acordo com as exigências apresentadas de OE para OE e que ainda não
tiveram resposta”, considera a LBP.O
presidente da LBP, António Nunes, avançou à Lusa que o valor mínimo a
transferir para os bombeiros deverá ser de 49,38 milhões de euros contra
os 34,78 milhões de euros aprovados para este ano de 2025.A
lei de financiamento das associações humanitárias de bombeiros
voluntários é aprovada anualmente no parlamento no âmbito do OE e a
verba atribuída baseia-se em critérios de risco e da atividade de cada
corporação.Este apoio financeiro é transferido em duodécimos pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.António
Nunes explicou que o montante de 49,38 milhões de euros tem como
referência o valor hora do ordenado mínimo nacional, que é de cinco
euros.“Considerando a Remuneração Mínima
Mensal Garantida de 2025, cinco euros à hora, e a população residente em
Portugal Continental segundo os Censos de 2021, 9.855.909 pessoas, o
orçamento de referência a inscrever no OE para 2026 ascenderia a 49,38
milhões de euros”, disse. No entanto, para
a Liga, este não é o modelo de financiamento ideal, e António Nunes
salientou que a LBP “tem reiteradamente defendido a reformulação do
modelo de financiamento” através da revisão da atual lei e da introdução
de contratos programa entre as associações humanitárias de bombeiros e
os organismos do Estado das várias áreas de atuação dos bombeiros. Segundo
a LBP, estes instrumentos permitiriam “garantir um ressarcimento justo e
transparente pelos serviços prestados, em linha com o princípio da
equidade e da responsabilidade financeira do Estado para com quem
executa tarefas públicas”.“Enquanto essa
revisão legislativa não for concretizada, importa corrigir distorções
evidentes do atual modelo e uma das propostas concretas consiste em
indexar o financiamento base ao valor hora da Remuneração Mínima Mensal
Garantida”, frisou.