Bombeiros de Ponta Delgada vão beneficiar de novo pacote de regalias
Hoje 12:36
— Lusa/AO Online
O
Secretariado Regional dos Açores do SNBP e a Associação Humanitária de
Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada chegaram a acordo sobre um pacote
de regalias para os bombeiros profissionais.Na
sequência de uma reunião entre ambas as partes, foi estabelecido um
acordo que prevê a implementação de novas regalias para os associados do
SNBP como a atribuição de mais um dia de férias, “desde que verificados
critérios de assiduidade, pontualidade e ausência de sinistralidade,
promovendo uma lógica de valorização do mérito profissional”.Segundo
uma nota de imprensa, vai ser também atualizado o
complemento de tripulante de ambulância de socorro a partir de 01 de
janeiro de 2027, para 85 euros mensais, caso o respetivo valor não
venha, entretanto, a ser alterado. O
acordo contempla a “previsão de implementação, a curto prazo”, do 15.º
mês de remuneração, o avanço do processo de negociação para a
contratualização de um seguro de saúde, no valor de 165.000 euros, que
incluirá oito consultas, cobertura de 150.000 euros para doenças
oncológicas no Instituto Champalimaud, sem necessidade de caução, e
160.000 euros para tratamentos no estrangeiro, bem como a
contratualização de um seguro de vida até 20.000 euros para os
bombeiros.Ambas as partes acordam ainda
que ao longo do ano será feita a regularização dos valores em falta
relativos à inclusão da média mensal de horas noturnas no subsídio de
férias e no subsídio de Natal, referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025.O
SNBP reiterou que “para uma maior estabilidade financeira” das
associações bombeiros voluntários nos Açores “é essencial que as câmaras
municipais assumam uma corresponsabilização efetiva no financiamento
destas entidades, através da celebração de contratos plurianuais”.“Esta
medida revela-se determinante para responder à necessidade urgente de
reorganizar e recentralizar as funções das associações humanitárias de
bombeiros, no que respeita à missão dos corpos de bombeiros,
libertando-as da excessiva dependência financeira da prestação de
serviços, situação que começa a colocar em causa a própria subsistência
destas entidades”, considera o sindicato.