Bombeiros de Ponta Delgada desvalorizam críticas ao combate ao incêndio no HDES
9 de out. de 2024, 09:50
— Lusa/AO Online
“Não
há memória no país de uma situação destas”, afirmou Nuno Barbosa,
durante uma audição na comissão de Assuntos Sociais da Assembleia
Legislativa dos Açores, reunida em Ponta Delgada, no âmbito do
acompanhamento à situação resultante do incêndio no HDES.O
hospital de Ponta delgada, o maior dos Açores, foi afetado por um
incêndio no dia 04 de maio, que obrigou à transferência de todos os
doentes internados para outras unidades de saúde, incluindo para fora da
região.Na audição, o comandante dos
Bombeiros de Ponta Delgada disse que o combate às chamas, que se
prolongou por sete horas, e a retirada dos doentes foram realizados sob
uma coordenação que “roçou o perfeito”, entre “todas as entidades
envolvidas, bombeiros, equipas do HDES e outras forças e entidades que
colaboraram nesse processo”.“O sentimento
que eu tenho, e acho que o de toda a população, é de que podem ter
orgulho no trabalho que foi ali feito”, insistiu Nuno Barbosa,
recordando que, além de terem de combater um fogo que deflagrou num
posto de transformação do hospital, os bombeiros também foram
surpreendidos por uma fuga de gasóleo (que alimentava o posto), o que
dificultou o trabalho de extinção das chamas.Referindo-se
às críticas feitas no relatório técnico sobre o incêndio no HDES,
elaborado pelo engenheiro João Mota Vieira, que alegou que os bombeiros
de Ponta Delgada não tinham “equipamentos, conhecimento e formação”
adequadas para aquele tipo de incêndio, Nuno Barbosa contrapôs que foi
graças à formação que têm, que não existiram vítimas.Sem
essa formação, disse, os deputados do parlamento açoriano estariam hoje
a questionar o comandante como é que tinha deixado morrer “dois ou três
bombeiros” no incêndio.O incêndio no HDES
obrigou, numa primeira fase, ao encerramento temporário da unidade de
saúde e à transferência de doentes para outros hospitais da região e
também do arquipélago da Madeira.O maior
hospital dos Açores já reabriu, entretanto, a sua atividade, embora o
serviço de urgência e o bloco operatório estejam a funcionar em módulos
provisórios, adquiridos pelo executivo Regional, que já anunciou,
entretanto, que o Governo da República vai transferir para a região 20
milhões de euros, para fazer face aos prejuízos no HDES.