Bombeiros das Flores repudiam acusações da ANA sobre incumprimentos
Hoje 15:33
— Lusa/AO Online
Num comunicado enviado à agência Lusa, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores “manifesta o seu mais profundo desagrado e repúdio” pela posição da ANA - Aeroportos, que gere aquela infraestrutura aeroportuária.“Esta associação considera que estas declarações não correspondem à realidade do serviço prestado no aeroporto da ilha das Flores e rejeita veemente qualquer tentativa de colocar em causa o profissionalismo, o sentido de responsabilidade e o compromisso que sempre pautaram a sua atuação ao longo de 20 anos”, lê-se no documento.Na sexta-feira, em declarações à agência Lusa, a ANA recordou que a prestação dos serviços nos aeroportos dos Açores estava contratualizada com associações de bombeiros, mas, “durante os últimos anos, têm-se registado situações de incumprimento contratual repetido por parte destas associações nos aeroportos da Horta e das Flores”.A partir de março de 2027, os serviços de socorro nos aeroportos de Santa Maria, Ponta Delgada, Faial e Flores, sob gestão da ANA – VINCI, vão deixar de ser assegurados pelas associações humanitárias de bombeiros voluntários, passando a ser prestados por um privado.Em reação, a Associação Humanitária dos Bombeiros de Santa Cruz das Flores “desafia publicamente” a ANA a “identificar, de forma concreta e inequívoca, em que dias e a que horas”, o serviço prestado “não disponibilizou os recursos humanos contratualmente previstos”.“Estas afirmações mais não são do que uma tentativa de justificar publicamente a decisão da ANA - Aeroportos de Portugal de transferir para uma empresa privada a prestação do serviço de socorro no aeroporto da ilha das Flores, procurando fazer recair sobre esta associação responsabilidades que não reconhece como suas”, reitera.A Associação Humanitária alerta que “não basta fazer afirmações genéricas e graves”, considerando que a ANA tem o “dever de esclarecer publicamente” aquela posição.“Caso a ANA - Aeroportos de Portugal não apresente factos concretos que sustentem essas afirmações, ficará seriamente comprometida a credibilidade da sua posição, levantando-se legítimas dúvidas quanto à boa-fé com que está a conduzir este processo”.Os bombeiros salientam que a população “conhece o trabalho desenvolvido” ao longo de 20 anos no aeroporto das Flores e alertam que “não é aceitável que todo este percurso seja posto em causa”.“É particularmente lamentável que faltando pouco mais de quatro meses para o termo do protocolo, previsto para 28 de fevereiro de 2027, a ANA - Aeroportos opte por proferir declarações desta natureza, colocando publicamente em causa o bom nome e reputação da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz”, concluem.Os 60 bombeiros que prestam serviços de socorro nos aeroportos sob gestão da ANA – Vinci nos Açores podem transitar para o novo prestador do serviço, assegurou à Lusa fonte da empresa na sexta-feira.