Bombeiros das Flores com nova direção após cerca de um ano de conflitos
7 de set. de 2023, 06:02
— Lusa/AO Online
A nova direção
foi empossada na segunda-feira, após se terem realizado três atos
eleitorais, sendo que apenas no último foi apresentada uma lista.Em
declarações à Lusa, o presidente da direção da Associação Humanitária
dos Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores afirma que a eleição
de uma nova direção foi possível porque conseguiu “reunir-se uma equipa
de sócios que gostam daquela casa [bombeiros]”.Em
2022, demitiram-se de três dirigentes da Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores, na sequência de um
conflito em curso na instituição.Alguns
meses mais tarde, já em 2023, a corporação de bombeiros e a direção da
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das
Flores entraram em conflito, tendo surgido vários processos
disciplinares.Questionado sobre se estão
reunidas condições para ultrapassar os conflitos que se fizeram sentir
na instituição, o presidente da nova direção afirma que vai “trabalhar
nesse sentido”.Ricardo Vieira está
convicto que “é possível ultrapassar todos os constrangimentos através
do diálogo e concertação entre a direção, comando e corpo de bombeiros”.Na
sequência da instauração de vários processos disciplinares, de
denúncias de alegados abusos de poder e demissões, e após uma reunião
realizada terça-feira com a direção cessante, Ricardo Vieira foi
informado que "os processos estavam a decorrer e que faltava aplicar as
penas”.“Vou sentar-me com a minha equipa,
vamos analisar processo a processo e só depois vamos tomar uma decisão
com base nos fundamentos para avançar com penas ou arquivar os
processos”, afirma o dirigente. O líder da
associação de bombeiros, que se vai reunir na quinta-feira com o
comando operacional, considera que os bombeiros voluntários que
asseguram serviços no aeroporto das Flores “estão bastante
sobrecarregados” devido à afluência de voos, sendo necessários mais
cinco elementos.Ricardo Vieira refere que
“existem algumas queixas que o acordo de empresa não está a ser
cumprido", mas diz que se "vai tentar agir em conformidade”.A
nova direção está empenhado em que os vencimentos dos funcionários “não
possam falhar” e “isso tem que estar salvaguardado”, além das despesas
correntes da associação humanitária.