Bombeiro foi detido na Madeira e será ouvido na quinta-feira
Violência Doméstica
27 de ago. de 2025, 16:31
— Lusa/AO Online
Fonte judicial adiantou à Lusa que o suspeito será presente a primeiro interrogatório judicial na quinta-feira. Em
comunicado, o Comando Regional da Madeira da PSP indica que o homem, de
35 anos, natural e residente em Machico, foi detido às 18:00 de
terça-feira, na sequência da “emissão de um mandado de detenção fora de
flagrante delito por parte do Departamento de Investigação e Ação Penal –
Ministério Público da Comarca da Madeira”.Segundo
a PSP, o homem foi identificado na madrugada de segunda-feira, após a
polícia ter sido contactada pela vítima, de 34 anos, através do 112, e
remeteu o caso para o Ministério Público. As
imagens das agressões, que aconteceram na presença do filho da vítima e
do agressor, de 9 anos, foram captadas por câmaras de videovigilância
na casa da vítima e amplamente difundidas nas redes sociais.O
detido, que é bombeiro em Machico, está detido, aguardando nos quartos
de detenção da PSP a apresentação para primeiro interrogatório judicial.Segundo fonte do Tribunal da Comarca da Madeira, o primeiro interrogatório está marcado para as 14:00 de quinta-feira. Na
segunda-feira, a secretária regional da Inclusão, Juventude e Trabalho,
Paula Margarido, manifestou-se, em comunicado, “profundamente chocada”
com as agressões e assegurou que estava a acompanhar o caso e a adotar
“todas as diligências necessárias para garantir a proteção e o
acompanhamento da vítima e do respetivo agregado familiar”.Também
o Comando dos Bombeiros Municipais de Machico, através de uma
publicação emitida nas redes sociais, apresentou “a sua profunda
consternação para com a notícia que circula nos meios de comunicação,
envolvendo um elemento da corporação, e que entende ser um ato
completamente reprovável”.Os bombeiros
dizem ser “totalmente contra qualquer tipo de violência” e esperam “que o
caso seja tratado pelas devidas entidades responsáveis, apelando a que a
justiça seja feita”.“Os serviços jurídicos também já estão a tomar os devidos procedimentos”, acrescentam na mesma publicação.