Bombardeamentos russos deixam seis regiões da Ucrânia sem eletricidade
8 de mai. de 2023, 17:37
— Lusa
"Devido
aos bombardeamentos, os consumidores nas regiões de Kherson, Kharkiv,
Zaporijia, Donetsk, Sumi e Chernigiv permanecem sem eletricidade",
segundo o Ministério."Felizmente, os
maciços bombardeamentos noturnos na região da capital Kiev e na região
de Odessa [sul] não causaram danos à infraestrutura energética",
anunciou a instituição no Telegram.Sempre
que a situação o permite, os trabalhadores do sistema elétrico estão a
tentar restabelecer o abastecimento, disse a instituição, acrescentando
que ao longo do dia mais de 24.500 consumidores já foram ligados de novo
à rede.Ao longo do último dia, as forças
russas lançaram 16 mísseis contra alvos ucranianos, segundo a agência
Ukrinform, em particular contra as regiões de Kharkiv, Kherson, Mykolaiv
e Odessa.Além disso, foram registados 61
ataques de caças-bombardeiros, 52 impactos de ‘rockets’ e 35 ‘drones’
suicidas abatidos pelas forças armadas ucranianas, segundo as suas
próprias informações.Dois civis ficaram
feridos em Kherson e outros dois em Donetsk como resultado desses
ataques, enquanto, de acordo com o presidente da Câmara de Kiev, Vitaly
Klitschko, quatro cidadãos sofreram ferimentos leves na queda de
fragmentos de ‘drones’.A ofensiva militar
lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até
agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas – 6,5 milhões de
deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de
acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de
refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial
(1939-1945).Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.A
invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a
necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança
da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade
internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e
imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.A
ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.791 civis
mortos e 14.815 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém
dos reais.