Bolsonaro diz que há afirmações distorcidas sobre Amazónia em visita a Hungria
17 de fev. de 2022, 18:16
— Lusa/AO Online
A declaração ocorreu no
âmbito de uma visita oficial que o chefe de Estado brasileiro faz à
Hungria onde também se encontrou o primeiro-ministro húngaro, Viktor
Orbán.Segundo o Presidente brasileiro, as
críticas que o seu Governo sofre devido à destruição da maior floresta
tropical do mundo fazem parte de um ataque à economia do Brasil.Sobre
o encontro com Orbán, o Presidente brasileiro frisou que ambos
discutiram assuntos internacionais e aspetos que os unem, como "a
proteção das famílias".Ao lado de Orbán,
em declarações aos jornalistas sem direito a perguntas, Bolsonaro também
disse que os dois falaram sobre a tensão na fronteira da Rússia com a
Ucrânia.“Trocamos ideias sobre como é ou não possível a guerra entre a Rússia e a Ucrânia”, disse Bolsonaro. "Expressei minha ideia de que a guerra não é do interesse de ninguém", acrescentou o chefe de Estado brasileiro.Bolsonaro
chegou à Budapeste um dia depois de se encontrar com o Presidente
russo, Vladimir Putin, em Moscovo, com quem concordou em defender um
mundo multipolar e expressou sua solidariedade aos países comprometidos
com a paz, embora nenhum tenha abordado as tensões na Ucrânia.Sobre
as relações bilaterais do Brasil com a Hungria, Bolsonaro salientou que
os dois governos lutam “juntos pela defesa das famílias e pela saúde da
sociedade. É algo que não podemos perder.”Orbán,
por sua vez, destacou o caráter "histórico" do encontro, já que é a
primeira vez que um Presidente brasileiro visita o país da Europa
Central.O chefe do Governo húngaro
sublinhou que ambos os países partilham ideias sobre muitas questões,
como a rejeição da imigração, que estabelece uma base estável para a
cooperação bilateral.Os dois governos
assinaram três acordos bilaterais, um sobre gestão da água, outro sobre
cooperação humanitária e um terceiro sobre defesa.Orbán
anunciou a compra de duas aeronaves de transporte militar Embraer
KC-390 do Brasil, que serão entregues em 2023 ao país da Europa Central.O
primeiro-ministro húngaro foi um dos dois únicos líderes europeus a
comparecer à posse de Bolsonaro como Presidente do Brasil, em janeiro de
2019.