“Devemos ficar em casa 24 sobre 24 horas,
porque esta é a forma de vencer o coronavírus”, declarou Áñez, numa
mensagem à Nação, que conta com 19 casos confirmados de infeção com a
covid-19.A autoproclamada presidente
interina da Bolívia precisou que esta medida, “dura, mas necessária”,
entrará em vigor às 00:00 da noite de sábado para domingo (04:00 de
domingo em Lisboa) e durará 14 dias, e detalhou que, durante a vigência
da quarentena, apenas uma pessoa por família poderá sair de casa para
fazer compras nas lojas autorizadas pelo Governo, que encerrarão ao
meio-dia.Áñez esclareceu ainda que os
centros de produção, as farmácias, os hospitais e os centros de saúde
permanecerão “abertos com normalidade e em estado de alerta”. “Peço-lhes
que mantenham a tranquilidade e a calma, porque o nosso primeiro
inimigo é o vírus, mas o segundo é o pânico. Vamos ter de conter ambos
com união e serenidade”, sentenciou numa mensagem emitida pela
televisão, na qual anunciou que serão acionadas “novas ajudas
económicas”.Na sexta-feira, várias
autoridades municipais, diretores de hospitais e políticos tinham
instado o Governo interino a declarar a quarentena total, depois de, na
passada quarta-feira, já ter sido determinado o recolher obrigatório
entre as 17:00 e as 05:00 e de, na quinta-feira, o país ter encerrado as
suas fronteiras aos estrangeiros e ter suprimido os voos
internacionais.O novo coronavírus,
responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 271 mil
pessoas em todo o mundo, das quais pelo menos 11.401 morreram.Depois
de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 164 países e
territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a
declarar uma situação de pandemia.O
continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número
de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de
vítimas mortais, com 4.032 mortos em 47.021 casos. Segundo as
autoridades italianas, 5.129 dos infetados já estão curados.A Espanha regista 1.326 mortes (24.926 casos) e a França 450 mortes (12.612 casos).Os
países mais afetados a seguir à Itália e à China são o Irão, com 1.556
mortes num total de 20.610 casos, a Espanha, com 1.236 mortes (24.926
casos), a França, com 450 mortes (12.612 casos), e os Estados Unidos,
com 260 mortes (19.624 casos).A China, sem
contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu
no final de dezembro, conta com um total de 81.008 casos (32 são novos
casos registados entre sexta-feira e hoje), tendo sido registados 3.255
mortes (sete novas) e 71.740 pessoas curadas.Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.Em Portugal, há 12 mortes e 1.280 infeções confirmadas.