Bolieiro reitera discordância unânime dos Açores a nova regra do Subsídio de Mobilidade
Hoje 15:13
— Lusa/AO Online
“Já
demonstrei a minha discordância e a região, por unanimidade, até já
propõe uma lei que evite essa possibilidade de recurso a uma prévia
verificação da idoneidade fiscal e contributiva dos passageiros”,
afirmou José Manuel Bolieiro.O governante
falava aos jornalistas à margem da cerimónia de abertura da Ponta
Delgada 2026 - Capital Portuguesa da Cultura, no Coliseu Micaelense, em
Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.Questionado
sobre uma eventual indicação do Governo da República em relação aos
passos que se seguirão, após o fim, no sábado, do prazo de suspensão das
novas regras do SSM, o presidente do Governo dos Açores afirmou que a
posição da região é “tranquila” e unânime, frisando que já não é
exclusiva do Governo.“A região assumiu a
sua pluralidade partidária através da aprovação de uma proposta de lei
com clareza cristalina que é contra aquela opção. Apresentei à
Assembleia Legislativa a posição do Governo. A Assembleia Legislativa
por unanimidade validou e consolidou e apresentou uma proposta de lei à
Assembleia da República”, vincou José Manuel Bolieiro.O
chefe do executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM referiu que a
proposta de lei foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa
Regional dos Açores.Bolieiro disse também
que já teve "várias oportunidades" de dialogar com o primeiro-ministro,
realçando que a redução do preço pago pelos açorianos resultou de uma
conversa "frutuosa" entre ambos, mas admitiu ter sido "surpreendido"
pela proposta apresentada.O parlamento
recusou, a 23 de janeiro, apreciar com urgência uma proposta de lei com
origem na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para
definir um novo modelo para o Subsídio Social de Mobilidade e vai
discuti-la a 18 de fevereiro.A concessão
do processo de urgência – que permite procedimentos mais rápidos na
aprovação de diplomas – tinha sido solicitada pelo parlamento açoriano,
mas teve votos contra das bancadas do Chega e do PS, a abstenção do PAN e
do deputado Francisco César, presidente do PS/Açores e eleito por este
círculo para a Assembleia da República.