Bolieiro reconhece trabalho dos profissionais de saúde do hospital CUF no apoio ao HDES
24 de jun. de 2025, 11:44
— Lusa
"Quero deixar
uma palavra de gratidão e reconhecimento. O que cada um fez, fez bem",
afirmou hoje José Manuel Bolieiro na cerimónia de homenagem aos
profissionais do Hospital CUF-Açores, localizado na cidade da Lagoa,
realizada após uma reunião com o CEO da CUF, Rui Diniz. Segundo
um comunicado do executivo regional de coligação, para além da
homenagem aos profissionais envolvidos, o momento serviu também para
assinalar os 80 anos da fundação da CUF, "um marco simbólico de
longevidade e compromisso com a saúde".O
incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada,
na ilha de São Miguel, o maior dos Açores, obrigou a deslocalizar
serviços e doentes para outras unidades de saúde na região, para a
Madeira e para o continente."Graças à
resposta rápida e eficaz das estruturas de saúde da região, em estreita
articulação com o setor privado, foi possível assegurar a continuidade
dos cuidados sem consequências graves para os utentes", referiu a nota.Segundo
José Manuel Bolieiro, citado no comunicado, o sucesso da operação "foi
fruto de uma ação coordenada, onde todos deram o melhor de si"."Foi
uma situação de calamidade, mas correu bem porque houve esforço,
entrega e profissionalismo", sublinhou o governante, acrescentando que
"não houve facilitismos, houve virtude na forma como foi enfrentada a
dificuldade".O líder do executivo açoriano
destacou ainda a forma como a CUF acolheu os utentes, garantindo
"condições de dignidade e qualidade clínica".A
homenagem foi também ocasião para o governante "reforçar o compromisso
do governo dos Açores com uma estratégia de colaboração entre os setores
público, privado e social da saúde", tendo Bolieiro defendido um modelo
de complementaridade que "potencie recursos e capacidades, assegurando
uma rede de resposta mais robusta e integrada"."Queremos um SRS musculado, preparado para responder à essência, e a essência não se pode limitar ao mínimo", afirmou.A
concluir, o líder do Governo Regional dos Açores deixou uma mensagem de
estímulo: "Cada situação é uma oportunidade de aprendizagem.
Continuaremos a trabalhar para uma saúde mais preparada, mais humana e
mais próxima".O incêndio ocorrido em 04 de
maio de 2024 no HDES causou prejuízos estimados em 24 milhões de euros e
obrigou à transferência de todos os doentes que estavam internados.Os
serviços do hospital reabriram de forma faseada e foi instalado um
hospital modular junto ao edifício do HDES, que será alvo de obras de
recuperação e modernização.No dia 13 de
maio, o diretor do Hospital CUF-Açores, Giovanni Nigra, ouvido na
comissão parlamentar de inquérito ao incêndio no HDES, referiu que
aquela unidade de saúde já faturou 3,7 milhões de euros à região por
serviços de saúde prestados após o incêndio, mas recusou falar em
"negócio"."Não, isto não foi um negócio!
Foi um parêntesis dentro da nossa prestação [de cuidados de saúde] e do
nosso projeto, que acabou por ficar ligeiramente comprometido neste
período, mas nós faríamos exatamente da mesma forma", garantiu. Giovanni
Nigrã explicou aos deputados do parlamento açoriano, que a unidade de
saúde a que preside não quis tirar "vantagem" da calamidade que se
abateu sobre o HDES e a administração decidiu não cobrar qualquer
despesa nos primeiros dez dias após o incêndio.