Bolieiro reconhece que funcionários públicos têm sido “injustamente penalizados”
14 de nov. de 2023, 18:46
— Lusa
Em
declarações aos jornalistas, José Manuel Bolieiro enalteceu a proposta
prevista no Orçamento da região para 2024, que vai ser votado este mês
no parlamento açoriano, para “eliminar a atual exigência de 10 pontos
para seis” na progressão das carreiras na função pública.“O
que tem acontecido, por justiça, é que nós temos vindo a valorizar as
carreiras mais diferenciadas, nomeadamente no domínio da saúde ou da
educação. As restantes carreiras têm ficado aquém da justiça que
merecem”, admitiu o líder regional.Para
José Manuel Bolieiro, os trabalhadores públicos têm sido “penalizados” e
“sacrificados” desde que “Portugal esteve sujeito ao resgate
financeiro”.“Não perderam a sua dedicação
porque são briosos, mas a verdade é que foram injustamente penalizados
pela má gestão pública e política do país. O nosso propósito é investir
nas pessoas e nos nossos funcionários públicos”, disse o líder do
executivo açoriano, que falava após uma visita aos campos de
experimentação dos Serviços de Desenvolvimento Agrário de São Miguel, em
Ponta Delgada.José Manuel Bolieiro
reiterou ainda que “está confiante na qualidade” das propostas de Plano e
de Orçamento para 2024, enaltecendo a “coesão governativa” dos partidos
que integram o executivo (PSD/CDS-PP/PPM).“Há
uma proposta que depende da entrada em vigor do Orçamento que tem a ver
com a eliminação das quotas do sistema de avaliação dos funcionários
públicos e mais esta da redução de 10 para seis pontos percentuais na
reposição remuneratória dos funcionários públicos”, reforçou.O
presidente do Governo Regional salientou também o aumento de 5% da
remuneração complementar para os trabalhadores da administração pública
previsto para 2024, afirmando que “milhares” de trabalhadores vão ser
beneficiados pelas medidas presentes na proposta de Orçamento.“Apontamos
para milhares de funcionários públicos que vão ver feita justiça à sua
condição de carreira profissional de dedicada ao longo de muitos anos e
que a expectativa de atingir o topo da carreira está muito diminuída com
essas regras criadas há anos”, antecipou.O
Plano e o Orçamento para 2024 vão ser os primeiros a serem votados após
a IL e o deputado independente terem denunciado os acordos escritos que
sustentavam o Governo Regional.A
Iniciativa Liberal (IL) e o PS já anunciaram o voto contra o Plano e o
Orçamento dos Açores para 2024, enquanto o Chega e o PAN rejeitaram
votar a favor, o que poderá levar à reprovação dos documentos que vão
ser discutidos este mês no parlamento açoriano.