Bolieiro insiste que Agendas Mobilizadoras são “impulsos da iniciativa privada”
PRR
1 de dez. de 2021, 11:04
— Lusa /AO Online
Em declarações aos jornalistas, Bolieiro afirmou que no quadro do PRR estão destinadas à região 5% das verbas do “envelope nacional”, sendo que 1% desse valor (117 milhões de euros) está reservado às empresas açorianas num processo onde “não há intervenção do Governo Regional”.“O Governo não tem responsabilidade nenhuma nesta matéria, desde logo o Governo Regional. Isso são impulsos da iniciativa privada”, afirmou o presidente do executivo açoriano, em Vila do Porto, em Santa Maria, após uma sessão do Fórum Autonómico.Hoje, a Antena 1 Açores, citando a lista das avaliações do Instituto de Apoio às Pequenas e Medias Empresas e à Inovação, avança que as candidaturas de algumas empresas açorianas não foram retiradas do processo das Agendas Mobilizadoras, como anunciara Bolieiro.A 20 de outubro, Bolieiro indicou que, para acabar com as suspeições sobre o Governo dos Açores e sobre as empresas da região que se candidataram às Agendas Mobilizadoras lançadas pela República em julho, os consórcios vão deixar cair as propostas, tendo em vista o reinício do processo, com a garantia, do ministro do Planeamento, de que a região “não perde nem um cêntimo” daquele financiamento.Hoje, Bolieiro ressalvou que as empresas regionais “não estão impedidas de se candidatar a todos os anúncios de caráter nacional” e realçou a necessidade de “libertar a economia da governamentalização”.“Estão salvaguardados para aplicação a candidaturas regionais 117 milhões [de eruos]. Portanto, é estarem atentos aos anúncios que são lançados pela Governo da República. Não há intervenção do Governo Regional”, apontou.Durante a sessão do Fórum Autonómico, o orador, Miguel Rebelo de Sousa, deu o exemplo das Agendas Mobilizadoras como um mecanismo de financiamento para a transição digital das empresas e entidades públicas.O presidente do executivo açoriano avançou que a região está a “preparar verbas comunitárias” para alocar à transição digital dos Açores.“Este é um desafio que temos de ganhar. Não podemos perder a oportunidade, mesmo no quadro de financiamento, para adaptarmo-nos a essa transição digital”, afirmou.Na ocasião, o consultor Miguel Rebelo de Sousa vincou a potencialidade do Açores na área da transição digital, pela possibilidade de “aliar um destino paradisíaco” com a prestação de “serviços de qualidade” para todo o mundo.“Os Açores conseguem aliar aquilo que é a capacidade de ter uma infraestrutura, porque vão ter o 5G e o cabo de telecomunicações que vai permitir comunicações mais rápidas e eficientes, àquilo que também podem oferecer ao nível da qualidade de vida”, realçou aos jornalistas.O Governo Regional termina esta quarta-feira uma visita estatutária de três dias à ilha de Santa Maria.