Bolieiro entrega composição do novo executivo na sexta-feira
29 de fev. de 2024, 13:01
— Lusa/AO Online
A reunião entre
José Manuel Bolieiro e o representante da República para os Açores,
Pedro Catarino, está agendada para sexta-feira, às 09h30, no Solar da Madre de Deus, em Angra do Heroísmo, na ilha
Terceira.Segundo o artigo 81.º do Estatuto
Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, “os
vice-presidentes, os secretários e os subsecretários regionais são
nomeados e exonerados pelo representante da República, sob proposta do
presidente do Governo Regional”.O mesmo artigo determina que “o Governo Regional toma posse perante a Assembleia Legislativa”.O
decreto que nomeia os membros do novo executivo açoriano terá de ser
publicado em Diário da República, antes da tomada de posse, agendada
para segunda-feira.“A sessão solene de
tomada de posse do XIV Governo Regional dos Açores terá lugar no próximo
dia 4 de março de 2024, pelas 15:00, na sede da Assembleia Legislativa
da Região Autónoma dos Açores, na cidade da Horta”, indicou o parlamento
açoriano.Questionado na quarta-feira, à
margem de uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), sobre a
composição do novo governo, José Manuel Bolieiro, que lidera o executivo
açoriano desde 2020, não quis revelar nomes, nem eventuais mudanças na
orgânica.“Digamos que tenho tudo na minha cabeça e a seu tempo farei a boa divulgação”, adiantou.José
Manuel Bolieiro, presidente do PSD/Açores e líder da coligação
PSD/CDS/PPM, que venceu as eleições no dia 04 de fevereiro, sem maioria
absoluta, foi indigitado como presidente do Governo Regional no dia 20
pelo representante da República para os Açores, Pedro Catarino.Segundo
o Estatuto Político-Administrativo, “o presidente do Governo Regional é
nomeado pelo representante da República, tendo em conta os resultados
das eleições para a Assembleia Legislativa, ouvidos os partidos
políticos nela representados”.O executivo
açoriano tem de entregar à Assembleia Legislativa, “no prazo máximo de
10 dias após a tomada de posse”, o programa do Governo Regional, que
“contém as principais orientações políticas e medidas a adotar ou a
propor no exercício da atividade governativa”.O
programa “é submetido para apreciação e votação à Assembleia
Legislativa, que reúne obrigatoriamente para o efeito, até ao 15.º dia
após a posse do Governo Regional” e o debate “não pode exceder três
dias”.“Até ao encerramento do debate
qualquer grupo parlamentar pode propor a rejeição do programa do Governo
Regional sob a forma de moção devidamente fundamentada”, é referido.Em
04 de fevereiro, a coligação PSD/CDS/PPM venceu as regionais com 43,56%
dos votos e elegeu 26 dos 57 deputados da Assembleia Legislativa,
precisando de mais três para ter maioria absoluta.O PS, que elegeu 23 deputados, e o BE, que elegeu um, já anunciaram que votariam contra o Programa do Governo da coligação.O
Chega, que elegeu cinco deputados, fez depender o seu voto do conteúdo
do programa e da composição do executivo, e IL e PAN, que elegeram um
deputado cada, remeteram a decisão para depois de conhecerem o
documento.Segundo o Estatuto, a rejeição do Programa do Governo implica uma maioria absoluta.As
eleições regionais nos Açores foram antecipadas para fevereiro na
sequência do chumbo do Orçamento para 2024, com os votos contra de PS,
BE e IL e a abstenção de Chega e PAN.