Bolieiro diz que respeita decisão do povo e não dará indicação de apoio na segunda volta

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Hoje 16:14 — Lusa/AO Online

José Manuel Bolieiro, que também é líder do PSD/Açores, reconheceu o mau resultado obtido por Luís Marques Mendes nas eleições de domingo, salientando que “não se pode negar a evidência”.Depois de referir que a candidatura “é unipessoal, com o apoio de um partido”, acrescentou que “o dono dos votos dos portugueses e dos cidadãos não é nenhum partido” e “houve, com certeza, militantes e simpatizantes do PSD que votaram por diversos candidatos”.“O que eu quero sinalizar é a liberdade da votação e a decisão de cada pessoa e, portanto, eu estou, como democrata, satisfeito por esse efeito”, disse, em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada.Questionado sobre a segunda volta, marcada para o dia 8 de fevereiro, o líder do executivo açoriano de coligação PSD/CDS-PP/PPM disse que não vai apoiar nenhum dos candidatos.“Por ser democrata e uma vez que o candidato que eu apoiei não passa à segunda volta, agora é livre a decisão dos eleitores e bem, porque isso é a democracia a funcionar na sua plenitude”, justificou.E prosseguiu: “Se ninguém é dono dos votos, não é um endosso da votação que vai determinar a liberdade das pessoas e, portanto, nesta matéria não tenho nada a dizer”.Bolieiro, que apoiava Luís Marques Mendes, que não passou à segunda volta, disse que “o povo decidiu” e que respeita essa decisão.“O que eu posso concluir é que o povo decidiu e, se decidiu, decidiu bem, como entendeu, e vimos que o voto é livre”, vincou.O social-democrata também recordou que o candidato Luís Marques Mendes colocou, durante a campanha, “algumas posições na defesa da autonomia e de um país cada vez mais descentralizado, muito positivas”, que ele próprio apoiou.Assim, espera que esse legado “possa ser uma boa influência para aquele que virá a ser o próximo Presidente da República Portuguesa”.“Eu espero que [o candidato que for eleito na segunda volta das eleições] seja um bom Presidente para a República Portuguesa. E, sim, que possa entender a República Portuguesa com o reforço da posição autonómica das regiões e, desde logo, também da importância geopolítica e geoestratégica dos Açores”, afirmou José Manuel Bolieiro.O governante referiu, ainda, que “os tempos que se avizinham são muito complexos”.“E é por isso que eu entendo que é fundamental termos, - aliás, que corresponde ao meu perfil -, ponderação nas decisões, serenidade no funcionamento das instituições e bom senso”, concluiu.