Bolieiro diz que OE deu “passos tímidos” e injustos com os Açores

15 de nov. de 2025, 16:29 — Lusa

“O Orçamento do Estado 2026 deu passos tímidos e não passos justos, nem suficientes. Deu passos tímidos em compreender a responsabilidade do Estado para com o desenvolvimento dos Açores”, afirmou Bolieiro, na abertura do Conselho Regional do PSD, em Ponta Delgada.O também presidente do Governo dos Açores afirmou que não se considerou as “suas obrigações enquanto Estado para com todos os portugueses e a Região Autónoma dos Açores”.Bolieiro saudou, contudo, o aumento das transferências do OE, que tem em consideração a necessidade de “assegurar a otimização da execução dos fundos comunitários, com especial incidência para o PRR- Plano de Recuperação e Resiliência”.O líder social-democrata está convicto de que os deputados eleitos pelo PSD dos Açores para a Assembleia da República “saberão fazer a defesa da região no domínio do que podem ainda ser os melhoramentos” da proposta do OE, no quadro do debate na especialidade, e “com isso criar lastro para conteúdos decisivos” na revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, “em alta”.Bolieiro considerou, por outro lado, no quadro do Plano e Orçamento dos Açores para 2026, que será apreciado na próxima semana no parlamento dos Açores, que se está a agir “com o sentido de responsabilidade de cumprir os marcos e as metas definidos” do PRR, uma vez que “a consequência do incumprimento é absolutamente desastrosa”.Bolieiro deixou a mensagem aos partidos da oposição que “não é possível sequer imaginar que, por irresponsabilidade oposicionista, se possa viver em duodécimos em 2026”.O dirigente está expectante para “ver o sentido de responsabilidade dos outros partidos [que não os da governação]” num quadro em que PSD/CDS-PP-PPM não possuem maioria na Assembleia Legislativa Regional dos Açores.Bolieiro destacou ainda que a economia dos Açores cresce há 53 meses consecutivos e que o setor agroalimentar está em alta, quando em 2020, no ano em que chegou à governação a coligação, “o setor produtivo e industria “estava um caos” e havia um “limbo socialista”, bem como nas pescas “o rendimento aumentou”.O líder do PSD/Açores considerou, a propósito, que a reestruturação das pescas “não pode ser feita à moda socialista, que é atirar mais dinheiro para cima dos problemas”, mas sim “estimular uma visão reformista, porventura com menos dinheiro público” e tendo empreendedores que “tenham a capacidade de viver sem a mão estendida”.