Bolieiro diz que Governo dos Açores tem de "aprofundar conhecimento do legado" do PS
17 de dez. de 2020, 10:59
— Lusa/AO Online
"Teremos,
quanto ao legado, de saber adotar uma atitude pragmática, na procura de
soluções para os problemas concretos que temos. O Governo manter-se-á
sereno perante as dificuldades que surjam. Recusará omitir as realidades
do presente ou aceitar justificações irresponsáveis dos problemas e
identificações de caminhos fáceis ou demagogia", declarou o
social-democrata, falando em Ponta Delgada durante o evento "100 Maiores
Empresas dos Açores 2019".Bolieiro
definiu o seu Governo como "partidariamente plural na formação mas uno
na ação e objetivo", e reiterou que o executivo "não vai fingir que tem
mais dinheiro do que o que tem", mas procurará que, por exemplo, a
iniciativa privada tenha "condições estáveis para investir".Na
ocasião, o governante lembrou que 2019 foi "um dos melhores anos de
atividade económica" dos Açores, numa economia "impulsionada pelo setor
do turismo" e que "alavancou outros setores económicos como a
agricultura, pescas ou mesmo serviços”. A
cerimónia das maiores empresas da região, com a chancela do jornal
Açoriano Oriental, distinguiu a Eletricidade dos Açores como a maior
empresa da região, o grupo Bensaude como a melhor empresa e Eduardo
Ferreira, fundador de uma fábrica de licores, foi eleito o gestor do
ano.O Programa do novo Governo dos Açores
(PSD/CDS/PPM) foi aprovado na passada sexta-feira na Assembleia
Legislativa Regional com 29 votos a favor e 28 votos contra.O
novo Governo Regional dos Açores, liderado por José Manuel Bolieiro, do
PSD, tomou posse no final de novembro na Assembleia Legislativa da
região, na Horta.O Programa do novo
Governo dos Açores, que tem Artur Lima (CDS-PP) como vice-presidente,
reconhece que a região "vive uma situação económica e social delicada" e
admite que a pandemia agravou "debilidades" nesses dois campos.O PS perdeu em outubro, nas legislativas regionais, a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.PSD,
CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo
de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência
parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com o
Iniciativa Liberal, somando assim o número suficiente de deputados para
atingir uma maioria absoluta (29).