Bolieiro diz que autarquias são "decisivas" no financiamento dos bombeiros
29 de out. de 2025, 15:51
— Lusa/AO Online
José Manuel
Bolieiro referiu que os Açores "têm tido autarcas muitos sensíveis a
esta exigência e cultura de proteção civil" e que "assumem uma
corresponsabilização na garantia da sustentabilidade financeira e
funcionamento das suas respetivas associações [de bombeiros]".Bolieiro,
que recebeu, no Palácio de Sant'Ana, em Ponta Delgada, o
secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, considerou que é
necessário no quadro normativo de uniformização da proteção civil no
país, "criar equidade e um vínculo objetivo dessas
corresponsabilidades".O líder do executivo
açoriano lamentou ainda que, no quadro de financiamento das associações
humanitárias de bombeiros, "sejam poucos os cidadãos associados da sua
respetiva associação", salvaguardando que "todos são beneficiários da
atuação de mulheres e homens bombeiros".Além
de "uma corresponsabilização de cidadania", o chefe do executivo
açoriano preconizou a necessidade de uma "justa compensação" dos
bombeiros e "cumplicidade para com as entidades" através do Estado,
regiões autónomas e autarquias, "em primeiro lugar porque são a
autoridade máxima de proteção civil no respetivo município".O
presidente do Governo dos Açores destacou ainda a necessidade de "haver
estabilidade e previsibilidade no financiamento das associações
humanitárias dos bombeiros voluntários enquanto entidades empregadoras".O
secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, declarou, por seu
turno, que está em preparação uma nova lei orgânica para a Autoridade
Nacional de Emergência e Proteção Civil, visando "valorizar os
bombeiros" e o estatuto de carreira, pretendendo-se integrar os Açores
neste processo nacional.Rui Rocha referiu
que se pretende que os apoios à proteção civil "sejam uniformes" e que
"todo o país tenha esse tipo de apoios igual para todos os bombeiros e
bombeiras", sem estarem "condicionados por estarem num território ou
noutro".O secretário de Estado considerou
também que importa "dar uma resposta do ponto de vista da
profissionalização da primeira intervenção", uma vez que "o voluntariado
é algo que não se pode desperdiçar".