Bolieiro diz que Açores beneficiaram das oportunidades “abertas pela integração europeia”
13 de jun. de 2025, 09:33
— Lusa/AO Online
Citado
numa nota de imprensa do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro
afirmou que a adesão à União Europeia (UE) foi “decisiva para o
progresso de Portugal, mas também uma oportunidade para o país e para os
Açores acrescentarem valor ao projeto europeu”.“Celebrar
40 anos de pertença à União Europeia é, mais do que evocar o passado,
renovar o nosso compromisso com um projeto comum assente na paz, na
democracia e na solidariedade”, disse o presidente do Governo Regional a
propósito dos 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade
Económica Europeia (CEE).Para o
governante, os Açores, “pela sua localização e pela sua visão, têm muito
a oferecer à Europa, seja na ciência, na sustentabilidade, na economia
azul ou na segurança”.“Continuaremos a ser parte ativa desta construção, com voz própria, responsabilidade e ambição”, referiu.O
presidente do governo dos Açores saúda os 40 anos da adesão de Portugal
à UE destacando a efeméride como “um momento de celebração e de
reflexão sobre o caminho trilhado pelo país e, em particular, pela
Região Autónoma dos Açores no contexto europeu”.“A
assinatura do Tratado de Adesão, a 12 de junho de 1985, e a entrada em
vigor no ano seguinte, marcaram o início de uma nova etapa na história
de Portugal, uma etapa de aproximação à Europa, de modernização da
economia, de reforço da democracia e de progresso social”, afirmou.Na
nota, salienta ainda que os Açores “beneficiaram das oportunidades
abertas pela integração europeia, contribuindo também com a sua
identidade e posição atlântica para o fortalecimento da coesão
territorial e para a afirmação da diversidade no seio da União”.Bolieiro também admitiu que a presença de eurodeputados açorianos no Parlamento Europeu tem “desempenhado um papel essencial”.“O
seu trabalho, desenvolvido com conhecimento e empenho, tem sido
fundamental para garantir que as especificidades da região sejam
consideradas nas decisões que moldam o futuro europeu”, refere.O
tratado de adesão à então CEE foi assinado há 40 anos por Mário Soares e
também pelo vice-primeiro-ministro do Governo PS/PSD, Rui Machete, e
pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama, e das Finanças,
Ernâni Lopes.Quando o tratado entrou em
vigor, a 1 de janeiro de 1986, já estava em funções o Governo do PSD
chefiado por Aníbal Cavaco Silva, que iria governar durante dez anos.