Bolieiro diz estar a trabalhar em alternativas para preencher vazio da Ryanair
Hoje 17:40
— Lusa/AO Online
“Estamos
a trabalhar para representar, na boa economia do mercado, soluções que,
na verdade, resolvam os vazios. E que encontremos as alternativas
relativamente à valorização de uma estratégia de promoção do destino
turístico Açores”, afirmou o chefe do executivo açoriano, à margem de
uma reunião com a mesa do Conselho de Ilha da Terceira, em Angra do
Heroísmo.Questionado sobre se houve algum
retrocesso na decisão da Ryanair, quando faltam apenas algumas semanas
para a data avançada pela companhia aérea de baixo custo para deixar de
voar para a região, o presidente do Governo Regional disse que não
falava em nome da Ryanair, nem de nenhuma outra operadora.“O
que nós temos é uma estratégia de valorização da acessibilidade aos
Açores. E estamos abertos a que cada vez mais, numa economia de
tendência de mercado, podermos dar abertura a todos. Temos já muitos
operadores a fazerem dos Açores, enquanto distinto turístico, uma
vantagem nas suas rotas. Mas, não obrigamos nenhuma empresa. E as
decisões das empresas são feitas pelas próprias. E, portanto, eu não vou
imiscuir-me nessa matéria”, apontou.José
Manuel Bolieiro reiterou que o executivo vai continuar a trabalhar em
estratégias de promoção, mas insistiu que é preciso fazer ajustamentos
de mercado.“Tivemos verdadeiramente um
impressivo domínio de resposta pós-pandémica enquanto destino turístico.
E agora é natural que se assistam a alguns ajustamentos. Não podemos
confiar demasiado no que diga respeito a uma eventual tendência de
quebra. É preocupante. E nós devemos atender a isto para termos
capacidade de resposta. E falamos em sinergia e em reflexão conjunta”,
salientou.Já o presidente do Conselho de
Ilha da Terceira, Marcos Couto, defendeu que, numa economia
liberalizada, os espaços vazios são sempre ocupados.“A
Ryanair saiu dos Açores, do ponto de vista efetivo há dois anos, quando
reduziu a sua operação em 75% […]. Já na altura tivemos a oportunidade
de dizer, e fomos provavelmente a única entidade que o fizemos, que o
entendimento que tínhamos é que, numa economia em crescimento, como
estava, e liberalizada, os espaços são sempre ocupados. E foi isso que
aconteceu”, declarou.Marcos Couto
considerou que a saída da Ryanair dos Açores é “mais ou menos
inquestionável nesta fase”, mas isso não é “dramático”.O
presidente do Conselho de Ilha da Terceira admitiu que há um
“ajustamento do mercado” no turismo, que exige “alguma preocupação” e a
“definição de estratégias”, mas ressalvou que “não há linhas de
crescimento infinitas”.“O que temos agora é
o reajustamento, à qual estamos amplamente convictos que seguirá uma
nova linha de crescimento, fruto daquilo que são as medidas que o
Governo irá tomar”, sublinhou.Os Açores
registaram, em janeiro, uma redução de dormidas em alojamentos
turísticos de 9,9% face ao período homólogo, sendo o quinto mês
consecutivo em queda.