Bolieiro destaca resultados da governação e diz que “basta de bota abaixo”
27 de nov. de 2024, 20:35
— Lusa/AO Online
“As propostas de Plano e Orçamento
para o ano de 2025 são robustas nos seus montantes e realistas nos
objetivos que queremos alcançar. Por isso, opto aqui, e com firmeza, por
uma mensagem positiva. Basta de bota abaixo. Elevemos os Açores para
cima. É para isso que queremos continuar a liderar”, afirmou José Manuel
Bolieiro (PSD).O presidente do Governo
açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) falava na Assembleia Legislativa,
na Horta, durante as intervenções finais do debate do Plano e Orçamento
da região para 2025, apresentado pelo Governo de coligação que lidera,
onde também destacou os resultados da governação. No seu discurso, referiu que em 2025 “o investimento público ascenderá a 964 milhões de euros”.“Queremos
aproveitar em pleno todas as oportunidades de financiamento europeu.
Para nós, um Orçamento não é um fim em si mesmo. É mesmo um instrumento
de desenvolvimento”, declarou.Para
Bolieiro, a coesão dos Açores, seja ela económica, social ou
territorial, “deve mobilizar todos os atores sociais e agentes
económicos”.“Move-nos a firme vontade de
promover o desenvolvimento harmonioso dos Açores, de todas as ilhas, de
Santa Maria ao Corvo. Move-nos o propósito de melhorar a qualidade de
vida dos açorianos”, afirmou.O líder do
executivo regional salientou que o diálogo é a “marca indelével” da sua
governação, não só com os partidos, como com os parceiros sociais.Depois,
deu conta dos resultados alcançados pelo executivo que lidera (desde
2020 até ao momento), salientando que a “Autonomia de Responsabilização”
é “uma mudança de paradigma na visão democrática autonómica” e “uma
mudança de paradigma na relação entre a despesa pública e a atividade e
iniciativas privadas”.“A progressiva desgovernamentalização da economia açoriana e da sociedade açoriana está a dar os seus resultados”, observou.Entre
outros exemplos, referiu que o governo diminuiu os impostos e vai
manter a medida em 2025, apesar de saber que “se perde potencial de
receita fiscal”.No plano social destacou
que a governação inovou “com sucesso”, salientando a criação do programa
Novos Idosos e “os aumentos robustos de todos os apoios às famílias e
doentes deslocados”.O presidente do
governo açoriano aludiu também à condição ultraperiférica da região, que
causa “constrangimentos inultrapassáveis”, e salientou que os Açores
precisam “da solidariedade nacional, como o país necessita da
solidariedade europeia”.“Mas queremos,
ainda assim, transformar esta narrativa dos Açores perante o país e o
mundo. Ela não é, nem pode ser, única. No meio do [Oceano] Atlântico
somos uma centralidade. Como ilhas, e perante o país e a Europa, somos
dimensão marítima grandiosa no Atlântico”, vincou.E depois de referir que “56% do mar português é dos Açores”, concluiu: “Portanto, não somos pequenos”.“E
se olharmos o território espacial temos também outra dimensão
grandiosa. Em vez de mera região económica de necessidades, queremos
passar a ter geografia e economia de oportunidades”, rematou.O
Orçamento dos Açores para 2025, que define as linhas estratégicas do
executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM para o próximo ano, atinge os
1.913 milhões de euros, dos quais cerca de 819 milhões são destinados
aos investimentos previstos no Plano.Os documentos foram discutidos entre segunda-feira e esta quarta-feira e amanhã, quinta-feira, começam a ser votados