José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional, marcou presença no Palácio de Belém, em Lisboa, numa reunião do Conselho Superior da Defesa Nacional. Esta foi a primeira reunião conduzida por António José Seguro, o atual Presidente da República.O encontro decorreu num momento em que o contexto internacional é particularmente sensível, devido aos conflitos como a guerra na Ucrânia e o aumento das tensões no Médio Oriente a influenciarem as prioridades das estratégias globais. Neste cenário, Bolieiro destacou o papel cada vez mais relevante dos Açores no espaço euro-atlântico, sublinhando que o arquipélago ganhou nova centralidade nas dinâmicas de segurança, segundo a nota publicada no Portal do Governo.Durante a reunião, o presidente do Governo Regional defendeu ainda que a perceção de estabilidade internacional já não corresponde à realidade atual, e mencionou uma mudança de paradigma que voltou a colocar o Atlântico Norte no centro das decisões estratégicas.Segundo Bolieiro, os Açores deixaram de ser vistos como uma região periférica da União Europeia, e hoje assumem-se como um ponto estratégico de ligação entre continentes, com importância crescente nas rotas marítimas, energéticas e de comunicações, segundo a nota.“O governante açoriano destacou ainda que os Açores podem funcionar como ponto de convergência entre a NATO, a União Europeia e os Estados Unidos, defendendo também uma maior responsabilização europeia na área da defesa”, lê-se.O presidente do Governo Regional salientou também que a segurança não se limita à componente militar, e destacou a importância da qualidade de vida da população e do desenvolvimento equilibrado das regiões insulares como fatores essenciais para a estabilidade: “A defesa do território faz-se também pela defesa das pessoas, da sua qualidade de vida e das suas expectativas de futuro”, afirmou,sublinhando a importância da coesão territorial e do desenvolvimento das regiões insulares, lê-se.A reunião terminou com a aprovação unânime de um parecer favorável aos ajustamentos das Forças Nacionais Destacadas para 2026, bem como com a atribuição de um voto de reconhecimento às Forças Armadas, conclui a nota de imprensa.