Bolieiro destaca “nova centralidade” dos Açores e importância geoestratégica

Hoje 16:39 — LUSA

Em declarações à Lusa na sequência da sua participação, em Lisboa, no seminário "A nova centralidade dos Açores: Perspetiva estratégico-militar", José Manuel Bolieiro referiu o “compromisso do executivo na vantagem, que não só há de ter uma vertente militar, mas através da criação de infraestruturas” que venham a “garantir uma vantagem para o desenvolvimento” do arquipélago.No seminário promovido pelo Instituto Universitário Militar, em Lisboa, onde apresentou uma comunicação subordinada ao tema "Relações com os sistemas de segurança e defesa na Região Autónoma dos Açores", Bolieiro considerou que os Açores “deixaram de ser percebidos como periferia para serem reconhecidos como um ponto de gravidade atlântico, essencial para a segurança e a resiliência da Europa e da comunidade transatlântica".De acordo com o chefe do executivo açoriano, pretende-se “posicionar os Açores como uma plataforma estratégica de Portugal, articulando defesa, inovação, resiliência e desenvolvimento económico, transformando a localização geográfica numa vantagem competitiva para a região e para o país".O governante açoriano destacou ainda o papel de infraestruturas como a Base das Lajes, na ilha Terceira, o cais NATO de Ponta Delgada, a futura Zona Livre Tecnológica da Horta e o porto espacial de Santa Maria, considerando que estas valências "reforçam a capacidade dos Açores para apoiar operações de segurança e defesa, desenvolver tecnologia de ponta e consolidar o posicionamento da região nos setores marítimo e espacial".José Manuel Bolieiro defendeu também o “reforço da vigilância marítima, da proteção das infraestruturas críticas e do conhecimento situacional do espaço marítimo”, bem como uma cooperação “cada vez mais estreita entre a região, a República, a NATO e a União Europeia, conciliando soberania, segurança, sustentabilidade e desenvolvimento"."A nossa posição geográfica deve traduzir-se em mais segurança, mais resiliência e mais futuro. Queremos que os Açores sejam reconhecidos como uma plataforma avançada de capacidades de duplo uso e um território de referência para políticas que unem segurança marítima, inovação tecnológica, economia azul sustentável e coesão territorial", afirmou.