Bolieiro defende que aumento das áreas marinhas protegidas nos Açores é inadiável
17 de out. de 2024, 17:59
— Lusa/AO Online
“Há efetivamente uma postura
que para nós é mais compatível com a realidade e a dimensão desta
deliberação. Uns estarão do lado errado da decisão e da relação
intergeracional relativamente a estas medidas e outros estarão do lado
certo”, afirmou.Por isso, acrescentou, “é inadiável”.“É,
pois, convicto que apelo a que haja um esforço para o consenso e para a
participação tendencialmente unânime. Estamos a definir as áreas de
reserva marinha”, salientou.O líder
do executivo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) falava no plenário da
Assembleia Regional, na Horta, durante a discussão sobre as alterações
ao Decreto Legislativo Regional que estrutura o Parque Marinho dos
Açores para a criação de áreas marinhas em 30% do mar do arquipélago.José
Manuel Bolieiro apelou aos partidos para aprovarem a proposta por
unanimidade, defendendo estar em causa o prestígio internacional da
região.“Ou tomamos a dianteira decidindo
sobre o que é o nosso e o nosso futuro ou então estaremos submissos à
decisão inadiável de outros. Da República ou mesmo da União Europeia”,
avisou.O presidente do Governo Regional
assegurou ainda que o executivo irá “cuidar do interesse” dos pescadores
e de outros profissionais ligados à extração.“Assumamos
um compromisso. O compromisso de que a atividade económica, a economia
extrativa da qual não podemos prescindir, também no uso do mar e no
quadro da economia azul, possa ser compatível com a pesca nos Açores”.Após
a intervenção do presidente do Governo Regional, a líder parlamentar do
PS/Açores considerou que “não existem lados certos e errados”,
alertando para as “queixas do setor da pesca” e criticando o
“afastamento da comunidade científica açoriana” do processo que levou à
elaboração da proposta.“O PS não será a bengala dos coveiros da pesca nos Açores”, disse Andreia Cardoso.A
socialista defendeu o alargamento das áreas marinhas protegidas, mas
salientou que existem “várias perguntas sem resposta”, definindo como
“linha vermelha” a assunção de um “compromisso firme com o setor” das
pescas.“Porquê estas áreas e não outras? Que objetivos pretendemos alcançar com a proteção destas áreas em concreto”, interrogou.