Bolieiro apresenta na sexta-feira aos partidos plano para o Hospital de Ponta Delgada
Hoje 16:18
— LUSA
Bolieiro pretende também estender a
apresentação ao Conselho de Ilha de São Miguel e às câmaras municipais
da ilha, tendo destacado em todo o processo de elaboração do Plano
Funcional do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada,
um “diálogo muito participativo, de base científica, clínica, e com a
participação dos profissionais e administradores”.Em
04 de maio de 2024, o maior hospital dos Açores foi afetado por um
incêndio, que obrigou à transferência de todos os doentes para outras
unidades de saúde da região, da Madeira e do continente, tendo sido
construído um hospital modular junto ao edifício do HDES para assegurar a
resposta dos cuidados de saúde.O líder do
executivo açoriano destacou o “papel do HDES no Serviço Regional de
Saúde”, bem como o “compromisso do Governo da República no
financiamento”, visando uma “recuperação como se de um hospital novo se
tratasse”.“O programa funcional cumpre o
objetivo do 3R por nós, pelo conselho de administração e corpo clínico
definido: a reparação, o redimensionamento e a reorganização funcional
do hospital”, afirmou.O Plano Funcional do
HDES já foi, entretanto, apresentado pelo presidente do Governo dos
Açores ao hospital e corpo clínico, tendo Bolieiro referido que o
documento vai estar também disponível para consulta pública.O
documento serve de base para desenvolver o programa preliminar e “todo o
trabalho sequente para se tornar realidade uma vantagem para o Serviço
Regional de Saúde, como é o HDES, o maior hospital dos Açores”.Em
recente comunicado, o executivo açoriano revelou que o programa
funcional prevê um aumento da capacidade de internamento "de 437 para
500 camas, com possibilidade de expansão futura até 641 camas".Está
também prevista "a ampliação do bloco operatório para 10 salas de
cirurgia programada, o reforço do bloco de partos de uma para duas
salas" e "o aumento da capacidade da consulta externa de 60 para 139
gabinetes".O programa funcional propõe
ainda "o reforço dos hospitais de dia, com destaque para a hemodiálise,
que passará de 23 para 35 monitores, para a oncologia, que aumentará de
12 para 16 postos, e para o hospital de dia polivalente e de
especialidades, que crescerá de 51 para 56 postos".Segundo
informação avançada pelo executivo à Lusa, o documento prevê a
“requalificação do edifício existente e a construção de novos
edifícios”, com a ampliação de espaços para cumprir com as áreas e
circuitos recomendados, por exemplo, na urgência e na unidade de
ambulatório, e a criação de novos espaços, como uma unidade de cuidados
intensivos pediátrica, uma sala híbrida no bloco operatório e uma
unidade de cirurgia de ambulatório.Inclui
ainda o aumento de espaços críticos, como a urgência, a unidade de
cuidados intensivos e a medicina hiperbárica, e a instalação de um
equipamento PET (Tomografia por Emissão de Positrões), para realizar um
exame que nos últimos três anos obrigou à deslocação de 1.132 doentes.
O desenvolvimento do programa funcional resultou de "um processo
participativo multidisciplinar, num total de 50 reuniões com mais de 75
intervenientes”.